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PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA TV PERNAMBUCOAPRESENTAÇÃO: MIGUEL FARIAS |
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September 18 ESCOLA JOÃO PERNAMBUCO MIGUEL FARIAS, APRESENTADOR DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Miguel Farias recebeu no Programa Liberdade de Expressão, Fred Nascimento, Abraão Marreira, Patrícia Barreto e Tatiana Pedrosa, diretores e professores da Escola João Pernambuco, localizada na Avenida Barão de Muribeca, 116, na Várzea, que mantém cerca de dois mil alunos matriculados nas áreas de música, canto. Dança, técnica vocal e artes visuais, além de oficinas populares de capoeira, maracatu, coco de roda, entre outras. Todos destacaram a importância da João Pernambuco no cenário artístico e cultural da cidade e seu papel como agente de inclusão social sendo, verdadeiramente, uma ação complementar de inclusão social com qualidade. Falta de patrocínio, de apoio institucional e de cursos de formação são só alguns dos problemas enfrentados pelos grupos teatrais de Pernambuco, e os convidados mostraram que é preciso ser muito apaixonado pelo palco para fazer teatro no Recife. Além disso, o único curso de Artes Cênicas do Estado é oferecido pela Universidade Federal de Pernambuco, mas como é Licenciatura, se concentra na teoria. Para aprender na prática, atores recém-formados procuram cursos paralelos, como o da Escola Municipal de Arte João Pernambuco. A escola é referência no Estado quando o assunto é formação teatral. Para Fred Nascimento, falta a inclusão do teatro no currículo escolar. “o governo tem a visão de que a arte é redentora, que é capaz de solucionar problemas como a violência entre os jovens, mas não dá apoio para isso”. Telefones da Escola João Pernambuco: 32324703 - 32324704 QUEM FOI JOÃO PERNAMBUCO? João Teixeira Guimarães nasceu em Jatobá, sertão pernambucano, em 02/11/1883 e faleceu no Rio de Janeiro em16/10/1947. Com uma muda de roupas, seu violão e muitos sonhos, desembarcou João, aos vinte anos de idade, na então capital da República. Trabalhava como ferreiro em jornadas de até dezesseis horas diárias. O pouco tempo que lhe restava era dedicado ao violão. Para os seus amigos e admiradores, em número sempre crescente, contava e cantava coisas de sua terra, daí o apelido de João Pernambuco. Já em 1908 era considerado um dos bambas do Choro, cantava e cantava bem. Nas cordas, além do violão que manejava com maestria e no qual desenvolveu uma técnica peculiar, era hábil na viola. Compôs mais de cem músicas entre choros, valsas, jongos, maxixes, emboladas, toadas, cocos, prelúdios e estudos. Suas composições mais conhecidas são Luar do Sertão(parceria com Catulo da Paixão Cearense) e Sons de Carrilhões. A Canção Sertaneja foi consolidada a partir da aceitação popular da toada Caboca de Caxangá, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense e da importância que teve a participação de João Pernambuco apresentando canções folclóricas no Ciclo de Conferencias sobre Temas Folclóricos organizado por Afonso Arinos de Mello Franco e realizado em São Paulo em 18/12/1915. AGENDA 21"A Agenda 21 vem se constituindo em um instrumento de fundamental importância na construção dessa nova ecocidadania, num processo social no qual os atores vão pactuando paulatinamente novos consensos e montando uma Agenda possível rumo ao futuro que se deseja sustentável" Gilney Viana
A Agenda 21 propõe a integração entre meio ambiente e desenvolvimento, reconhecendo o combate à pobreza como condição primordial para garantir a sustentabilidade. Enquanto plano estratégico, parte de uma visão integrada de diversos componentes e aborda, entre outros tópicos, a garantia dos direitos das mulheres e dos grupos vulneráveis, o papel das comunidades locais, a gestão de recursos naturais, os processos democráticos, etc. Oferece, portanto, um arcabouço para o desenvolvimento sustentável, levando a concluir que, se o capital naturalrestringe o processo econômico, é preciso maximizar a produtividade desse capital, nocurto prazo, aumentando a sua oferta , no longo prazo. Para discutir a AGENDA 21, Miguel Farias convidou Evandro Araújo, coordenador da Agenda 21 que engloba os municípios de Camaragibe, São Lourenço da Mata, Araçoiaba e Paudalho, e parte de Abreu e Lima, Recife e Paulista e o médico Celerino Carriconde (Coordenador do Centro Nordestino de Medicina Popular DR. CELERINO CARRICONDE PSICÓLOGO EVANDRO ARAÚJO, UM DOS COORDENADORES DA AGENDA 21A Agenda 21 de Pernambuco constitui, sem dúvida, um marco na elaboração de políticas públicas no Estado. De início, resultou de uma obrigação assumida durante a Rio 92, mas o seu resultado expressa, sobretudo, um caminho de mudança, pactuado entre muitos, para um desenvolvimento sustentável que ultrapasse os umbrais de uma agenda ecológica, articulando o planejamento aos setores socioambientais e econômicos. Por fim, o fato de que a Agenda 21 Estadual, apesar de focalizar o futuro, resgata também o que já foi realizado no Estado em busca de uma sustentabilidade, deixa a certeza de que a sua implementação é possível, pois conta com o poder transformador da sociedade. A Agenda 21 do Estado de Pernambuco tem por base a Agenda 21 Global, a Convenção de Combate à Desertificação, a Convenção da Biodiversidade, a Declaração do Milênio, e a Agenda 21 Brasileira. Vale salientar que há, entre a Agenda Global e a Declaração do Milênio, uma estreita relação, principalmente nas dimensões sociais e econômicas e no gerenciamento dos recursos para o desenvolvimento. O conceito de desenvolvimento sustentável, conforme consagrado pelo Relatório Brundtland é aquele que satisfaz às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras em satisfazer as suas próprias necessidades. De maneira operacional, o desenvolvimento sustentável pode ser conceituado como “o processo de mudança social e elevação das oportunidades da sociedade, compatibilizando, no tempo e no espaço, o crescimento e a eficiência econômicos, a conservação ambiental, a qualidade de vida e a eqüidade social” (Buarque 1994). Esse conceito encerra três grandes conjuntos interligados, embora com características, funções e papéis distintos no processo de desenvolvimento: Trata-se, portanto, de um processo de compatibilização de interesses, ações e sistemas, com alto grau de complexidade, e que terá as mais diferentes formas concretas, pois será sempre fruto dos condicionantes históricos específicos da realidade objetiva. Ainda assim, algumas diretrizes genéricas são úteis. Ignacy Sachs contribui com o chamado tripé mágico: prudência ecológica, eficiência econômica e justiça social. A prudência ecológica levará à parcimônia no uso dos recursos naturais, garantindo a permanência das atividades econômicas e da qualidade de vida. Eficiência econômica significa criar as condições para que os níveis de quantidade e qualidade da produção se elevem para os mesmos níveis de utilização dos recursos. Justiça social representa a igualdade de oportunidades para todos os contemporâneos. A Agenda 21 de Pernambuco é um processo de planejamento participativo, com a mobilização de todos os segmentos da sociedade, que diagnostica e analisa a situação do Estado e estabelece uma estratégia de ação, baseada em compromissos de mudanças, democratização e descentralização. A construção da Agenda teve a coordenação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente – Sectma, e da Secretaria Executiva do Fórum Estadual da Agenda 21 de Pernambuco. As discussões em torno da Agenda tiveram início em 1999, ano em que foi criado o Fórum Estadual da Agenda 21 de Pernambuco, com a finalidade de acompanhar e avaliar o processo e a implementação de um plano de ação estratégico, visando à formulação de políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, com a participação contínua de todos os segmentos da sociedade. A construção da Agenda 21 de Pernambuco baseou-se na metodologia da Agenda 21 Brasileira, consultando a população e adequando as premissas e os temas considerados prioritários à realidade do Estado. O processo de elaboração do plano estratégico observa o estabelecimento de parcerias, enfatizando que a Agenda 21 não é um plano de governo, nem uma agenda meramente ambiental, mas uma proposta de estratégia integrada, destinada a subsidiar políticas públicas e estabelecer mecanismos de controle social que garantam a co-responsabilidade dos parceiros, inclusive na fase de implementação das ações. CIDADES SUSTENTÁVEIS Esse tema abordou o uso e a ocupação do solo; planejamento e gestão urbana; habitação e melhoria das condições ambientais; garantia de direito de acesso às cidades; padrões de consumo; reciclagem e coleta seletiva de lixo; prevenção, controle e diminuição dos impactos ambientais em áreas urbanas; conservação do patrimônio histórico; rede urbana e desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos; transporte urbano; abastecimento de água e serviços de esgoto sanitário. INFRA-ESTRUTURA O debate em torno desse tema abordou questões, tais como: transportes e uso de tecnologias seguras e menos poluentes; maior cobertura social dos serviços energéticos; fornecimento de energia ambientalmente saudável; racionalização do uso de energia alternativa e reavaliação dos atuais padrões de consumo; e comunicação, compreendendo telecomunicações, computação e informação. REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS Foram trabalhados, nesse tema, os seguintes itens: pobreza; sistema educacional; qualificação e emprego; distribuição de renda; saúde; dinâmica demográfica e os impactos sobre o desenvolvimento; acesso de oportunidades aos grupos considerados vulneráveis, como mulheres, crianças, adolescentes, índios, afrodescendentes, etc. ECONOMIA SUSTENTÁVEL As discussões abrangeram os princípios da economia sustentável em Pernambuco e a visão regionalizada do Estado em termos das vocações e potencialidades para o desenvolvimento. Foi feita uma análise da cadeia produtiva e do papel das novas tecnologias, principalmente no que se refere ao apoio a empreendimentos inovadores. Foi abordada a criação de instrumentos econômicos que venham a induzir políticas e ações. GESTÃO DOS RECURSOS NATURAIS Esse tema focalizou os seguintes itens: solo; recursos hídricos e florestais; uso e proteção dos recursos da fauna e da flora; recursos pesqueiros; preservação e conservação e uso da biodiversidade; oceanos, zoneamento costeiro, mangues, conservação e uso sustentável dos recursos do mar; instrumentos de monitoramento e controle; e políticas voltadas para o manejo adequado do uso dos recursos naturais. COMBATE À DESERTIFICAÇÃO E CONVIVÊNCIA COM A SECA As discussões envolveram: ciência e tecnologia para o desenvolvimento do semiárido, uso e conservação da biodiversidade, recuperação de áreas em processo de desertificação, indicadores e monitoramento da desertificação, capacitação técnica e educação ambiental.
TERAPIAS COMPLEMENTARES O Programa Liberdade de Expressão, gravado dia 12 de junho de 2008, Miguel Farias debateu sobre TERAPIAS COMPLEMENTARES. Na mesa, Dr. Paulo Marques, terapeuta de Vivências Passadas e Dr. Ricardo Costa, acupunturista e homeoterapeuta. Miguel Farias iniciou a conversa, fazendo uma reflexão sobre o corpo humano, que possui partes que interagem entre elas e com tudo funcionando harmonicamente, para termos o que se chama vida. Falou também sobre as especializações que estão pouco a pouco desumanizando um setor que deveria ser o mais interessado em entender o homem em sua diversidade.Dr. Paulo Marques, tem toda uma vida dedicada à vida acadêmica, na Unoversidade Federal Rural de Pernambuco, onde recebeu títulos e ocupou cargos importantes. Atualmente, é terapeuta e se dedica a Terapia de Vivencias Passadas. Na Terapia de Vivências Passadas (TVP) o trabalho pode ser feito basicamente num estado de transe superficial, diferenciado portanto do estado normal de vigília, pois tem características próprias. O paciente da TVP conhece-se a si mesmo a partir de um estado alterado de consciência que se caracteriza por ser ampliado, consciente ou semiconsciente, introspectivo, activo e regressivo. É ampliado porque permite conhecer o que ocorre no inconsciente, possibilitando inclusive eventuais manifestações de cunho considerado paranormal. Neste estado o paciente pode relatar experiências não só do seu passado na sua vida actual inter ou pós-uterina (incluindo o nascimento), como também em vidas pretéritas, ou experiências ultra dimensionais, ou seja, ocorrências que provêm de uma dimensão extra física e interpenetrada nesta. Nas experiências de vidas passadas poderemos ainda subdividir em períodos antes, durante e após a morte física das mesmas. Existem, no entanto, técnicas de aprofundamento de indução ou transe que podem levar o paciente a estados mais inconscientes, semelhante ao estado de sono profundo, ou mais ligeiros, semelhante ao sonhar semi-acordado. Nesta terapia o papel do terapeuta é dirigir activamente a experiência do paciente, ajudando a reelaborar as histórias, imagens e ideias fixas que surgem na mente do paciente em estado de transe, por mais breves ou fragmentárias que sejam, pois são pedaços de outras personalidades ou de situações dum passado que poderão influenciar a sua vida actual presente. Ao revivenciar essas memórias, haverá um maior estado consciente e uma reprogramação da vida do paciente, liberando-o de traumas e bloqueios que vêm do seu inconsciente. Daí a necessidade do auxílio do terapeuta, sendo a auto-regressão sem acompanhamento nem sempre aconselhada, devido a não se conseguir os melhores resultados em muitos aspectos. Esta terapia visa a que o paciente localize e se reveja nas experiências ou situações pretéritas que mais o marcaram, sendo especificamente dirigida de modo a que as reviva em todos os detalhes necessários ou importantes para ele, levando-o a integrar pensamentos, sentimentos e sensações desse período, beneficiando apagar os efeitos negativos dos incidentes ou traumas e, possibilitando assim, que o indivíduo viva a sua vida actual duma forma mais consciente e serena, lidando melhor com a realidade da sua vida presente e livre das questões mal resolvidas do seu passado. Contrariamente ao que algumas pessoas pensam, a Terapia de Vivências Passadas não se trata de uma forma de enviar alguém para uma vida passada, ou duma viagem astral (saída do espírito fora do corpo), mas sim duma técnica de revivência de memórias do próprio indivíduo gravadas no seu subconsciente e que o afecta ou condiciona interiormente em algo na sua vida actual. Trata-se de uma terapia completamente segura, que serve para fortalecer o espírito humano, também de reconstituição emocional, utilizando-se processos de indução e relaxamento para atingir um estado que permita ter acesso ao inconsciente, devendo existir sempre previamente uma análise das condicionantes para se conseguir o melhor resultado terapêutico para cada situação. Dr. Ricardo Costa é acupunturista e homeoterapeuta e nos falou sobre a importância dessa técnica no tratamento de várias doenças, explicando sobretudo que a acupuntura é uma técnica de tratamento que consiste no estímulo de pontos determinados da superfície da pele. Podem ser utilizados neste processo agulhas, ventosas, massagens, e até o calor proveniente da queima da moxa, preparada à partir da erva artemísia (moxabustão). A acupuntura surgiu possivelmente antes da era cristã, na China. Para alguns historiadores, as agulhas de acupuntura seriam o resultado da evolução das lancetas usadas para perfurar bolhas ou pústulas. Para outros, a prática da acupuntura teria se iniciado a partir da experiência corriqueira de massagearmos o local dolorido para fazer passar a dor. De qualquer maneira, as evidências arqueológicas não nos permitem ter certeza quanto ao processo de formação do corpo de conhecimentos da acupuntura. Da China, ela se espalhou por vários países da Ásia, adquirindo características peculiares à cultura da região onde se estabelecia. No Japão, por exemplo, as agulhas são mais finas, se dá mais atenção à palpação do abdomen, mas os princípios básicos de diagnóstico e tratamento são sempre os mesmos. Além dos casos de dor, várias doenças funcionais podem ser tratadas pela acupuntura. Dentro da concepção chinesa, a doença é uma manifestação de desequilíbrio, e a acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida. Entre as doenças tratáveis pela acupuntura estão: dores em geral, especialmente do aparelho músculo-esquelético, gastrite, stress, distúrbios hormonais, insônia, asma, distúrbios menstruais, paralisia facial, sinusite, incontinência urinária. Para saber se a acupuntura é adequada para o seu caso específico, pergunte ao seu médico acupunturista. O mecanismo de ação da acupuntura ainda não foi completamente elucidado. Sabe-se que o estímulo dos pontos leva à produção de substâncias que teriam ação sobre receptores do sistema nervoso (neurotransmissores e neuromediadores), e que o resultado final seria a normalização das funções alteradas. A acupuntura teria também ação anti-inflamatória por estimular a produção de corticóides pela glândula supra-renal. A acupuntura é mais que um analgésico, combatendo a dor através da resolução do processo inflamatório que a causa. Há similaridades entre os efeitos da acupuntura e os causados pela serotonina, que é um neuromediador produzido pelo nosso cérebro. Nós convidamos também a representante da Unidade de Cuidados Integrais à Saúde (UCIS) Professor Guilherme Abath, Odimarilis Dantas para falar sobre a inserção da homeopatia no Sistema Único de Saúde (SUS), que já ocorre de forma bem-sucedida no Recife por meio do Guilherme Abath, mas não conseguimos resposta ao convite, no entanto não podemos deixar de citar a importância do trabalho que é feito naquela instituição, que foi criada em 2004, e é considerada um avanço no trabalho integral da saúde da mente e do corpo. A proposta da unidade, vinculada à Secretaria de Saúde do Recife, se antecipou às atuais recomendações do SUS de estímulo à diversificação de oferta de tratamentos complementares nos serviços de saúde. No local, são promovidas atividades de meditação e harmonização pessoal, como tai chi chuan, ioga, bioenergética, acupuntura, fitoterapia, automassagem e oficinas de alimentação saudável.A unidade conta ainda com a Farmácia Pública de Manipulação de Medicamentos Homeopáticos, a primeira pública no ramo em Pernambuco, inaugurada em setembro de 2006. Para quem estiver interessado em conhecer a UCIS Guilherme Abath, ela fica localizada na Rua Eduardo Wanderlei, 221, Encruzilhada. Funciona das 7h30 às 17h30. O telefone de contato é o 3232.7731. June 14 TATTOO: ARTE NO CORPO![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
![]() No Programa Liberdade de Expressão gravado dia 06 de junho de 2008, foi debatido o tema: TATTOO: ARTE NO CORPO
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A tatuagem (também referida como tattoo na sua forma em inglês) é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do Mundo O que é uma tatuagem? Vamos rever, em poucas palavras, o que é exatamente uma tatuagem: uma tatuagem é uma marca ou desenho permanente feito no corpo quando se insere pigmento na camada dérmica da pele por meio de rupturas na camada superficial da pele As tatuagens modernas são aplicadas usando-se uma máquina de tatuagem elétrica com agulhas que perfuram a pele rapidamente com movimento para cima e para baixo, não muito diferente do movimento de uma máquina de costura. A maioria dos cirurgiões dermatológicos alerta que não é possível a remoção total das tatuagens. O objetivo das tatuagens é que sejam permanentes, por isso removê-las é difícil. Pouquíssimos cirurgiões garantem a remoção completa. Contudo, há diversos métodos de remoção de tatuagens que se mostram eficazes. O grau de variações coloridas ou manchas remanescentes depende de vários fatores, entre os quais, tamanho, local, capacidade individual de cicatrização, como a tatuagem foi aplicada e há quanto tempo ela está na pele. Por exemplo, uma tatuagem aplicada por um tatuador mais experiente pode ser mais fácil de remover, porque o pigmento foi injetado uniformemente no mesmo nível da pele. Além disso, tatuagens recentes podem ser mais difíceis de remover do que as antigas. Os médicos dizem que não podem prever o grau exato de remoção, porque eles não costumam saber quais das 100 tintas para tatuagens hoje existentes foram usadas (atualmente, o U.S. Food and Drug Administration classifica os pigmentos de tatuagem como "aditivos coloridos" a serem aplicados apenas na camada superior da pele). Procure um especialista em remoção - não se esqueça de levar consigo uma lista de perguntas. Antes de o uso do laser se tornar conhecido na remoção de tatuagens no final da década de 1980, o processo englobava o uso de uma ou mais cirurgias geralmente dolorosas e que induziam a formação de cicatrizes: · dermabrasão, em que a pele é "lixada" para remover as camadas intermediárias e superficiais; · criocirurgia, em que se congela a região antes de sua remoção; · excisão, em que um cirurgião dermatologista remove a tatuagem com bisturi e fecha o ferimento com pontos (em alguns casos de tatuagens grandes, talvez seja necessário um enxerto de pele de outra parte do corpo). Embora os procedimentos acima ainda sejam usados, o laser (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação) se tornou o tratamento padrão para remoção de tatuagens, porque ele proporciona uma alternativa eficaz, de baixo risco e sem sangramento, com efeitos colaterais mínimos. Cada procedimento é feito em apenas uma ou em várias sessões e o paciente não fica internado. Os pacientes podem ou não precisar de anestésico tópico ou local. No início da década de 60, desenvolveu-se o laser para usos industriais. O desenvolvimento do laser que emitia comprimentos de onda de luz em breves sinais luminosos denominados pulsos, possibilitou seu uso médico. Esses tipos de laser podem efetivamente remover tatuagens com baixo risco de cicatrizes, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia (em inglês). O tipo de laser usado para remover tatuagens depende das cores dos pigmentos usados (amarelo e verde são as cores mais difíceis de se remover; azul e preto são as mais fáceis.) Os três tipos de laser desenvolvidos para a remoção de tatuagens usam uma técnica conhecida como Q-switching, que se refere aos pulsos breves e de alta energia do laser: · Q-switched Ruby, · Q-switched Alexandrite, · Q-switched Nd: YAG, o sistema mais moderno nesta categoria de lasers e particularmente avançado para a remoção de tintas vermelhas, azuis e pretas Como o laser remove a tatuagem? O laser funciona ao produzir pequenos pulsos de luz intensa que passam, sem causar nenhum dano, pelas camadas superiores da pele para serem seletivamente absorvidos pelo pigmento da tatuagem. Essa energia a laser faz com que o pigmento da tatuagem se fragmente em partículas menores que são então removidas pelo sistema imunológico. Os pesquisadores definiram quais os comprimentos de ondas de luz a serem usados e qual a potência correta do laser para melhor remover a tinta da tatuagem (se você está querendo saber se o laser também pode remover o pigmento natural da pele, não se preocupe. O laser seleciona o pigmento da tatuagem sem danificar a pele circundante).
Para os tatuadores convidados e, de forma geral, todos os tatuadores não vêm a tatuagem como "moda". Tattoo é arte no corpo e todos recomendam que se tenha certeza do que vai fazer pois é permanente. Portanto, ao fazer sua tatuagem procure um bom tatuador e se entregue de verdade, porque só vale a pena!
Nossos convidados estão enquadrados dentre os grandes tatuadores da cidade e estamos deixando os telefones e endereços para contato CULTURA HIP HOP No Programa Liberdade de Expressão, gravado dia 09 de junho de 2008, foi debatido o tema: CULTURA HIP HOP Na mesa de debates, o ZÉ BROWN, o JOV,o MIGUEL FARIAS, a NINA RODRIGUES e o LULA DIAS, que deu um recado especial Mesa de debates desta feita com o MC PABLO e para conversar sobre a Cultura HIP HOP, um movimento cultural, político e social. A utilização dos elementos artísticos do Hip Hop (MC, Dança de rua, graffit, Dj e do quinto elemento, o Conhecimento), como veículo aglutinador da juventude, para a construção de um verdadeiro processo de cidadania dos jovens de periferia, e que é encarado como o maior desafio da história do movimento.Todos os convidados do Liberdade de Expressão, têm uma história no movimento, mas não poderíamos deixar de falar do Zé Brown, um ícone do Movimento, quando no início da década de 90, no Alto Zé do Pinho, outrora uma das áreas marginais mais violentas do Recife, hoje celeiro de bandas jovens e movimentos sociais o Zé estava na banda Faces do Subúrbio, formada por jovens da periferia, num esquema recorrente por esse mundo afora: sob forte influência do movimento hip-hop americano, reduto do protesto e da consciência social de jovens negros excluídos nas grandes cidades americanas. Segundo Zé, “Eu também já fui muito influenciado pela cultura norte-americana . Usava uns casacos grandes, além uns pingentes invocados e umas correntes. Depois de um tempo, eu passei a perceber que a gente vivendo num clima desse, extremamente quente, e eu usando roupas como se estivesse no Pólo Sul.” Zé, que ganhou o apelido porque vivia pra cima e pra baixo com um disco de James Brown nas festas de break no Alto, e seus companheiros, não apenas trocaram os pesados casacos pelas camisetas e bermudas como vestiram suas letras com a temática da realidade circundante, como, grosso modo, ocorre com o movimento hip-hop por toda a América Latina. Por fim, cada vez mais, essa identificação com o universo local levou às famosas raízes: Zé lembrava quando menino ia à cidade com sua mãe e ouvia encantado nas praças os emboladores Caju e Castanha, Rouxinol e Beija-flor improvisando ao som do pandeiro, numa sucessão de rimas em alta velocidade.Adulto, já conhecido como um rapper de respeito, percebeu algumas afinidades entre os dois gêneros, especialmente nos versos livres, rimas repetidas e na batida rítmica, e passou a compor, escrevendo as letras e colocando a embolada, a poesia do rap com a batida da embolada. Hoje, Zé Brown (José Edson da Silva, nascido no Recife, Segundo Grau completo), além de músico é arte educador, participando de projetos sociais com crianças em situação de risco em bairros pobres como Arruda e Santo Amaro, além do próprio Alto José do Pinho. É importante destacar como o Movimento Hip Hop pode desenvolver o processo de uma cidadania plena da juventude pobre e como deve ser a sua relação com outros movimentos populares, que também trabalham para construir a cidadania nas suas áreas específicas de atuação.
ZÉ BROWN, ÍCONE DO MOVIMENTO HIP HOP
email: zebrownrima@gmail.com
CONTATO PARA SHOW: 34314423 - PAULA SENA
JOV, UM JOVEM E IMPORTANTE GRAFITEIRO
email: rapperjov@gmail.com - fone: 87714384 email: n.ninarodrigues@gmail.com email: pablo_cavalcanti@hotmail.com
June 08 PRODUÇÃO INDEPENDENTE EM PERNAMBCO
No Programa Liberdade de Exoressão gravado no dia 30 de maio de 2008, foi debatido o te,a; PRODUÇÃO INDEPENDENTE
Na mesa, os convidados Cecília Arruda, da Banda Parabelos, Flávio Mamorra, da AMP, Jefferson Moura da Fábrica Estudios e Tico Rodrigues, da Banda Semblante
Tico Rodrigues, vocalista da Banda Semblante, som feito com Guitarras pesadas, vocal melodico diferenciado,bateria explosiva e um baixo trabalhado... isso eh que faz a SEMBLANTE ser a grande diferenca.SEMBLANTE eh :- TICO - Voz- GUGA - Guitarra- J.RICARDO - Baixo- FITO- Bateria-SEMBLANTE contatos:Fones:(81) 8768 -5306EMAIL-producaosemblante@yahoo.com.brSEMBLANTE links:- SEMBLANTE no PALCO MP3-www.palcomp3.com.br/semblante- SEMBLANTE no Orkut - Comunidade Oficialhttp://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10118542-SEMBLANTE no cifra clubhttp://cifraclub.terra.com.br/cifras/semblante/-SEMBLANTE fotologhttp://www.fotolog.com/bandasemblanteweb page: http://meu.powerscrap.com.br/BANDASEMBLANTE_YAHOO.C0M.BR email: bandasemblante@yahoo.com.br
Vários nomes já passaram pelo Fábrica. Naná Vasconcelos, Cordel do Fogo Encantado, Arto Lindsay, Chico César, Mundo Livre S/A, A Roda, Silvério Pessoa, Inaldo Moreira, Mônica Feijó, Suvaca di Prata, Superoutro, Mula Manca e a Triste Figura, Reginaldo Rossi, Adilson Ramos, Coquistas do Amaro Branco, Siba e Fuloresta do Samba, Poetas da Mata Norte, Bonsucesso Samba Clube, Flávio Guimarães, Sheik Tosado, Lucas dos Prazeres e Raízes de Quilombo, Zeferina Bomba, Mestre Salustiano, Maciel Salustiano, Grupo Terra, Think of One e Ntoumos (Bélgica), Areia Projeto, Choro Brasil, Songo, Variant TL, Marcelo Santana, Cascabulho, Mombojó, Sexteto Capibaribe, River Raid, Antônio Nóbrega são alguns dos artistas que nos deram a possibilidade e o prazer de contribuir em seus projetos. SERVIÇOS:·Gravação de áudio para CD ·Gravação de áudio para DVD (Unidade Móvel) ·Produção·Mixagem 2.0 e 5.1·ISRC ·Masterização SERVIÇOS PRESTADOS POR PARCEIROS: ·Músicos·Making off da gravação·Faixa multimídia ·Vídeo clipe da banda·Prensagem de CD ·Prensagem de DVD ·Web designer ·Fotógrafos .Captação e finalização de imagem para DVD .Autoração DEPOIMENTO DA COMUNIDADE DO ORKUT SOBRE A CECÍLIA ARRUDA Cecília Arruda participou de programa da TV-PE falando de Produção independente de bandas em Pernambuco.Nesta terça feira (03/06/08) foi ao ar na TV Pernambuco o programa Liberdade de Expressão. Com o tema: Produção de Bandas Independentes. Para falar do assunto estavam presentes Flávio Mamorra da AMP – Articulação Musical de Pernambuco; Jéferson Perez do Fábrica Estúdio; Tico Rodrigues da Banda Semblante e Cecília Arruda que é vocalista da Parabelo. A banda Semblante participou mostrando seu trabalho, a apresentação do programa é de Miguel Farias. Os convidados falaram muito das possibilidades de divulgação que uma banda ou artista pode ter através da internet e a importância de saber usar essa ferramenta. Discutiram sobre apoios institucionais de rádios públicas, comunitárias ou comerciais, de emissoras de TV’s públicas ou privadas na relação de centralismo da mídia, exclusão do que não é considerado comercial com espaços cientes do compromisso social para com a cultura, que promovam os trabalhos independentes, tornando-os mais visíveis, construindo um espaço musical mais democrático. Cecília falou das possibilidades de fazer um trabalho com qualidade, um CD – EP produzido de forma independente, podendo este chegar até de forma comercial ao público, das possibilidades de gravação de áudio e vídeo cada vez mais acessíveis. A infinidade de recursos digitais hoje em dia tão comuns como câmeras digitais, programas de edição gratuitos na internet, auxiliam a banda na confecção de bons trabalhos. Jéferson do Fábrica Estúdio falou da relação que os integrantes da banda acabam tendo com os vários setores de produção executiva de uma banda, como operação de som/técnica, iluminação, edição, divulgação onde essa relação é construtiva tanto para a formação dos músicos como para sobrevivência e possível acesso a melhores espaços para mostrar o trabalho produzido. Flávio da AMP colocou a vivencia da entidade que existe para promoção e apoio de trabalhos independentes de músicos pernambucanos. Falou das dificuldades e conquistas da Articulação Musical.Tico que é vocalista da Semblante, colocou as dificuldades enfrentadas por bandas que não tem recursos financeiros para se manter na ativa, e de forma positiva e otimista disse que com todas as barreiras a luta de continuar fazendo música é valida, desde que se corra sempre atrás! No encerramento do bate papo, antes da Semblante mostrar sua música, Miguel propôs para que os convidados citassem a partir de suas visões outros artistas ou bandas que de forma independente estão conquistando seus espaços. Bandas como Nuda, Pressão Sanguínea, 3 no Beco, Trio Pouca Chifra foram citadas, Cecília lembrou de bandas que a Parabelo considera parceiras devido à relação de amizade com alguns de seus integrantes como também na questão musical, são bandas como Forró de Cana, Casas Populares da BR 232 e Meus 15 anos. Além dessas, Cecília citou artistas que já ultrapassaram as características mais rotuláveis de Banda Independente, devido às experiências com gravadoras ou meios de comunicação da grande mídia, estruturas e lugares onde fazem shows, são nomes como Issar, Alessandra Leão, Siba e os Ticuqueiros. O Programa Liberdade de Expressão vai ao ar de segunda a sexta na TV Pernambuco (canal 46 – Recife) de 18:00 às 19:00. June 07 RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
No Programa Liberdade de Expressão gravado dia 29 de maio de 2008, foi tratado o tema RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA.
Na mesa de debates, Pai Ivo de Xambá, Professor Jorge Arrudam Secretário Executivo do Cepir-Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Dito D'Oxóssi, Sacerdote da Casa de Matriz Africana Ylê Asé Ayrá Adjáosi, que é a casa religiosa do Afoxé Ylê de Egbá e a Yalorixá Mãe Jane de Egunnytá
Pai Ivo de Xambá, Jorge Arruda, Miguel Farias, Dito d'Oxóssi, Mãe Jane, Thais Pàranhos e o Cantor e Compositor Israel Fiho
PAI IVO DE XAMBÁ Babalorixá – Adeildo Paraíso da Silva (Ivo de Xambá), filho de Oxum. Nascido em 06 de agosto de 1953, filho da inesquecível Severina Paraíso da Silva - Mãe Biu, segunda Yalorixá do Terreiro Santa Bárbara e de José Martins da Silva, filho de Ogum. Mãe Biu o manteve sempre ao seu lado, ensinando os rituais e as tradições religiosas da Nação Xambá. Ainda criança, já cantava e tocava para os Orixás e, aos dez anos de idade, foi iniciado, sendo consagrado a Oxum.Com o falecimento de Mãe Biu, em 1993, Ivo assume, junto com sua tia Donatila Paraíso do Nascimento - Mãe Tila, os destinos da Casa, iniciado pelo Babalorixá Manoel Mariano da Silva.Falecendo Mãe Tila, em março de 2003, Ivo assume a direção do Terreiro, com a responsabilidade de preservar o Culto aos Orixás, segundo os ritos do Povo Xambá. Conciliando sua atuação de líder classista, como Presidente do Sindicato dos Estivadores, Ivo do Xambá destaca-se entre os Babalorixás de Pernambuco, como uma das principais lideranças religiosas da Comunidade Afro-descendente.Yalorixá – Maria de Lourdes da Silva (Tia Lourdes), de Yemanjá, filha de Maria do Carmo Paraíso (Madrasta) filha de Oxum e José Francelino do Paraíso, filho de Ogum e irmã de Mãe Biu e Mãe Tila. Nascida em 1928 e iniciada em 1958, tornou-se Madrinha da Casa (Mãe Pequena) em 1996 e quarta Yalorixá, em 2003.Padrinho – Maurício César da Silva, de Xangô, filho de Tia Lourdes e Francisco Xavier da Silva, filho de Xangô. Sobrinho de Mãe Biu, iniciado em 1986. Padrinho (Acipa ou Pai Pequeno), desde 1993.Madrinha - Nair Francisca Paraíso (Tia Nair), de Oxum. Filha de Olindina Francisca de Araújo e Elpídio Francisco de França. Viúva de Tio Luiz (irmão de Mãe Biu), iniciada em 1964. Madrinha da Casa desde abril de 2004. Rua Severina Paraíso da Silva, 65 - Portão de Gelo - São Benedito - Olinda (PE) CEP: 53.270-360Fones: (81) 3451.4868 (Ivo) - 3443.1115 (Cacau)
Pernambuco tem, pela primeira vez, um serviço específico para cuidar do combate às desigualdades raciais. O Governo do Estado, em parceria com diversas secretarias estaduais, criou o Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Cepir), que tem o objetivo de organizar e concentrar as ações voltadas para a pluralidade pernambucana, principalmente para parcela da população com carência de políticas públicas. As pastas serão as de Educação, Articulação Social, Juventude e Emprego, Mulher, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Defesa Social e Saúde. O secretário-executivo do projeto é o professor Jorge Arruda. Segundo Jorge Arruda, há o interesse de que seja desenvolvido um plano estadual para a igualdade racial, principalmente, porque , a cada segundo, em Pernambuco, uma pessoa é vítima de discriminação do tipo. O grupo que compõe o Cepir faz reuniões a cada 15 dias,para conclusão do documento que irá nortear a política de combate ao racismo no Estado, a implementação da lei 10.639, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira e a qual prevê a obrigatoriedade do ensinamento da cultura afro e afro-brasileira, nas escolas do País. Todas os grupos étnicos serão representados pelo Cepir, desde negros, a árabes e ciganos, todos terão espaço igual na iniciativam pautando sempre a unidade, em meio à diversidade,conforme deseja o governador Eduardo Campos. É uma conquista histórica para todas as etnias. Nunca houve em Pernambuco uma política específica para a temática da pluralidade racial, como este que está sendo realizado pelo CEPIR. O comitê está instalado no Palácio do Campo das Princesas.
Sacerdote da Casa de Matriz Africana Ylê Asé Ayrá Adjáossi, fundada em 17 de agosto de 1986 no bairro Alto José do Pinho, Zona Norte do Recife, a Entidade de Cultura Negra Afoxé Ylê de Egbá é oriunda do centro de Candomblé Ilê-Axé Ayra Ajaóssi, tendo como presidente da agremiação Expedito de Paula Neves (Babalaô), mais conhecido como Dito D'Oxossi. O Ylê de Egbá é formado por vários segmentos que cuidam de sua organização, entre eles o Afoxé, grupo de ritmistas, cantores e compositores responsável pela parte musical da entidade. O Afoxé mescla o toque do "Ijexá" (ritmo afro) a vários outros ritmos das nações yorubás que vieram para o Brasil, resultando arranjos e músicas com interessantes variações rítmicas, dando um "toque" singular à batida do grupo através de xequerês, atabaques, ganzás e agogôs, entre outros instrumentos específicos dessas nações negras. Foi o primeiro afoxé pernambucano a participar da tradicional "Noite dos Tambores Silenciosos", encontro de maracatus-nação que ocorre no carnaval recifiense. Outros segmentos do Ylê de Egbá são o Imalê, grupo formado por ogans alabês (percussionistas de terreiro); o Egbe de Xangô, Sociedade dos Filhos de Xangô (Orixá que representa a Entidade) e o Imalê Mirim, a Ala infantil do afoxé. Destaca-se também a importância do Ilê Axé, templo religioso no qual acontecem todos os ritos ligados à religião negra. A entidade também desenvolve várias atividades comunitárias, educacionais e de preservação da cultura negra, participando de eventos MÃE JANE DE EGUN NYTÁ Jane tem 60 anos de vida. colares coloridos e brincos dourados. Maquiagem leve e batom vermelho. Linda! Mãe Jane, Cinqüenta anos de "santo" e um dos símbolos maiores dos Terreiros de Matriz Africana em Pernambuco. Filha de família católica, aluna de colégios de freiras, aos 8 anos diz que começou a receber as primeiras "manifestações". A repressão começou dentro de casa. A sua luta também, Mãe Jane falou de sua ideologia religiosa.. Falou dos seus deuses. . Mãe Jane possui a 40 anos um Terreiro na Cidade Tabajara, em Olinda: o Ileaxéloya Egunyta. Em quatro décadas viu as mudanças na relação entre os Terreiros e a sociedade - sobretudo dentro das comunidades em que estão instalados. Hoje ela se divide entre religião, política e ações sociais e culturais. Participa ativamente de dezenas de movimentos. Recebe cestas básicas e leite do governo e tem o dever de distribuí-los entre outros centros religiosos. Dentro da sua casa, criou um núcleo de informática para capacitar jovens carentes. E ainda organiza campeonatos de futebol e festas folclóricas (como quadrilhas de São João) na comunidade. Todo esse trabalho tende a se intensificar com o Mapeamentos dos Terreiros, que vem sendo realizado pelo governo do estado - justamente para poder investir no potencial social desses locais. "Ainda assim, sou muito criticada. E ainda há muita repressão contra as religiões de matriz afriacana. Muitos católicos e evangélicos vão ao terreiro, mas não revelam. Como se estivessem fazendo algo errado", conta Mãe Jane.O sincretismo religioso - revelado por Jane - surgiu desde a época da escravidão. A aproximação com o catolicismo foi uma espécie de forma encontrada pelos escravos para resistir a perseguição. RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA O conceito de negrofobia, utilizado para explicar um sentimento de temor no imaginário coletivo quando o assunto é religião africana, terreiros de candomblé, cultos de descarrego e outros temas relacionados, revelam um medo incontido das coisas negras, como algo misterioso e medonho. As pessoas alimentam estereótipos de coisas que não conhecem.. A apropriação de termos religiosos em canções populares, como a que ocorre na música Dandalunda, interpretada pela cantora Margareth Menezes, revelam uma nítida massificação do sagrado. Muita gente nem ao menos sabe o que significa dandalunda. O termo – um outro nome para Iemanjá, a mãe de todos os orixás – aparece no refrão da música: ‘dandalunda, maibanda, coque’. TERREIROS DE CANDOMBLÉ – Taxar cultos negros como algo exótico é, para o educadores uma das idéias que mais agridem as manifestações religiosas de matrizes africanas. O terreiro de candomblé não é uma sala especial de museu, onde um turista pode participar das manifestações para experimentar a religião. Candomblé não é um espetáculo como, muitas vezes, fazem parecer. Em Pernambuco está sendo feito um mapeamento dos terreiros de candomblé e umbanda para localizá-los para fortalecer a cultura afro e o governo do Estado que criou o CEPIR, está promovendo esse levantamento o que é importante porque muitas casas não têm a isenção fiscal que é de direito das instituições religiosas. O número de brasileiros que tem o candomblé como religião oficial é de mais de três milhões Candomblé, umbanda e omolocô são religiões de matriz africana expressivas no Brasil, pouco se conheee sobre elas. Há uma "endemonização" das manifestações que não sejam as oficiais "Não ser cristão nesse país é um peso muito grande" e o Brasil conta com a banalização do sagrado. "O meu sagrado é importante e o do outro não. Até que ponto o Estado contribui para reverter esse quadro."? Os negros sempre sofreram com a intolerância religiosa porque o Brasil não assume o quanto é plural e diverso, No entanto, o quadro vem mudando, por influência do movimento negro. Hoje os negros não têm mais vergonha de usar suas contas; hoje o povo do santo está mais ereto, com a cabeça erguida Alguns fatos têm contribuído para que as mudanças ocorram mais ràpidamente Mobilização dos Religiosos afro-brasileiros e simpatizantes para um olhar mais sensível e atento para o ãmago da Religião africanista; Valorização da tradição e história oral, preservando as riquezas culturais e a memória coletiva Incentivo a Pesquisa e história de Lideranças afro-religiosas propiciando organização de acervo, sensibilizando educadores e/ou profissionais em educação para que incluam em projetos pedagógicos a temática etnico-racial religiosa; Fortalecimento da auto-estima das crianças e adolescentes afr-desecendentes religiuosos, incntivando-os na busca do conhecimento de suas raízes. Contribuir no processo de resgate de auto-estima e identidade do povo negro impondo barreiras frente a intolerãncia Religiosa e racial; Respeito aos mais velhos, valorizando sua memória e sabedoria na preservação da cultura e história ancestral; Consolidação dos terreiros como espaço de resistência, vida, saúde, acolhimento e cuidado com o outro, resgatando desta forma seu verdadeiro papel na sociedade. PERSPECTIVAS DE MUDANÇAS ATRAVÉS DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURACONVIDADOS DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO ASTROGILDO SANTOS - PRODUTOR CULTURAL - DIRETOR DA A-SIM MÁRCIA SOUTO - SECRETÁRIA DE PATRIMÔNIO, CULTURA E TURISMO DE OLINDA MIGUEL FARIAS - APRESENTADOR DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO JOÃO ROBERTO PEIXE - SECRETÁRIO CULTURA DA CIDADE DO RECIFE FERNANDO VELOSO - SECRETÁRIO DE CULTURA DA CIDADE DO PAULISTA
ZÉ TROVÃO - CANTOR E COMPOSITOR -
PERNAMBUCO BONEQUEIROPROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
No Programa Liberdade de Expressão gravado dia 26 de maio de 2008, apresentado pelo Miguel Farias, para exibição na TV Pernambuco, o debate girou em torno dos Bonecos e Bonequeiros de PernambucoMamulengo é uma espécie de divertimento popular que consiste em representações dramáticas, por meio de bonecos, em um pequeno palco ligeiramente elevado. Por detrás do pano escondem-se uma ou duas pessoas adestradas, fazendo com que os bonecos se exibam com movimento e fala. A presença dos fantoches é assinalada desde a mais remota Antigüidade. Alguns estudiosos afirmam tenham se originado na Índia, outros asseguram serem oriundos do Egito, onde foram encontrados bonecos de ouro, marfim e barro. O certo é que os fantoches freqüentavam as feiras da Antiga Grécia e de lá passaram para Roma. Da Itália, na Idade Média, os títeres caminharam pelas mãos de artistas anônimos para vários países da Europa, fazendo a alegria das crianças e também dos adultos. Naquela época a Igreja valeu-se do teatro de marionetes para a difusão do espírito religioso, visando atrair a atenção dos fiéis de maneira direta e objetiva, tendo esta forma de espetáculo adquirido também o nome de “Presépio”, no qual figurava o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deve ter sido sob esta forma que a representação entrou no Brasil.
A Magia dos Bonecos A magia da arte milenar do Teatro de Bonecos que encanta adultos e crianças é uma das mais remotas maneiras de diversão entre a humanidade. Registros dessa forma de expressão artística existem desde a Pré-História. A origem do Teatro de Bonecos remonta ao Antigo Oriente, em países como a China, Índia, Java e Indonésia. Por intermédio dos mercadores foi se dispersando para a Europa, inclusive sendo usado durante a Idade Média como instrumento de evangelização. Mas com o Cristianismo, durante a Renascença, o Teatro de Bonecos ficou abafado. A expressão do boneco está no movimento, completado pelo som, e ambos incendeiam a imaginação, em especial das crianças. Exige, portanto, o uso do poder criador e a faculdade de transcender o mundo material. O Teatro de Bonecos é uma síntese das artes e acontece dentro de um contexto histórico, cultural, social, político, econômico, religioso e educativo. É praticado em todo o mundo, assumindo fisionomias e espírito dramático bem diferenciado, dependendo da localização geográfica, tradições culturais, crenças e costumes. Na América, o surgimento do Teatro de Bonecos aconteceu por volta do século XVI, época dos grandes descobrimentos, o que contribuiu muito para sua divulgação no mundo inteiro. Confeccionado muitas vezes, semelhante à nossa imagem, o boneco se torna um ser misterioso em torno do qual podemos construir um mundo. No palco toma vida própria através das mãos do manipulador, conta história e transforma a vida numa magia que muitas vezes nos faz sair da realidade pelo seu grande poder de sugestão. Toda a sua expressão se concentra no movimento.
Para a mesa de debates foram convidados a Fátima Caio, Psicóloga e participante do Grupo Mão Molenga, Marcondes Lima, arte-educador e também do Mão Molenga, Ruy Caneca do Teatro Lobatinho e Fernando Augusto Gonçalves do Mamulengo Só-Riso Fátima Caio e Marcondes Lima, do Grupo Mão Molenga, um dos mais populares grupos de teatro de bonecos de Pernambuco Com o espetáculo 'Babau', o Grupo Mão Molenga apresenta um trabalho baseado na vida e obra de várias gerações dos principais mamulengueiros pernambucanos do início do século 20 até os dias atuais. Na encenação, o ponto em comum a todos é a presença de Babau, boneco popular que vai passando de mão em mão, sempre personificando a alegria e a resistência desse tipo de arte. Com 20 anos de carreira, o Grupo Mão Molenga Teatro de Bonecos foi criado pelo arte-educador Fábio Caio, que produzia bonecos mamulengos, esculturas articuladas, máscaras, adereços para teatro e vídeo, confeccionados com barro, papel machê, fibra de vidro, tecido e resina de poliéster. Em sua trajetória, o grupo já apresentou, entre os vários espetáculos, clássicos como 'Chapeuzinho Vermelho' (1994), 'Era uma Vez' (1993) e 'O Quebra-Nozes' (1989). O teatro de bonecos popular do Nordeste, também conhecido como teatro de mamulengo, está a caminho de ingressar na lista de patrimônios culturais do Brasil. Representantes de Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e do Distrito Federal se reuniram com técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em João Pessoa, para estruturar a primeira fase do processo, que compreende a pesquisa bibliográfica e iconográfica para identificar locais de produção, os artistas e a história do mamulengo. Cordenadora do projeto em Pernambuco, a professora Izabel Concessa, do Departamento de Teoria da Arte e Expressão Teatral da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), enfatiza a importância do mamulengo na cultura brasileira. “Essa é a única forma de teatro tradicional do País. A transmissão de conhecimento para as novas gerações, fundamental para a cultura popular, está ficando comprometida. Há ainda os fatores que põem em risco a produção, como a dificuldade financeira”, afirma a professora. Ela cita como exemplo positivo o Japão, que registrou o seu teatro de bonecos como patrimônio cultural. “É um privilégio termos uma forma de teatro tão antiga, precisamos valorizar”, resume.Os pesquisadores também entrevistarão os artistas, visitarão locais de trabalho e registrarão espetáculos. O resultado será entregue ao Iphan para análise e elaboração das ações de salva-guarda. “O Iphan elabora os projetos de sustentabilidade de acordo com as necessidades identificadas e as sugestões do dossiê”, explica Maria das Graças Villar, técnica do Núcleo de Patrimônio Imaterial da Superintendência Regional do Iphan, que acompanha o processo. contato: fátima_caio@yahoo.com.br e lima.marcondes@gmail.com
O núcleo original do grupo iniciou-se de alunos da falecida Carmosina Araújo, pioneira da Marionete no Brasil. José Dias de Melo Irmão, diretor geral do grupo e sua esposa Creuza Ferreira Dias, aprenderam o ofício com Carmosina e Veridiano Araújo. A mestra Carmosina atuou até ps seus últimos dias na Região dos Lagos, no Estado do Rio e foi ela que deu o nome ao grupo: Teatro de Bonecos Lobatinho.
Hoje, após 26 anos de trajetória, o Teatro de Bonecos Lobatinho-TBL- formou uma equipe de mamulengueiros, marionetistas, atores-dançarinos, iluminadores, sonoplastas, palhaços e recreadores e as duas filhas de José Dias, Nierge e Niedja dão seguimento à instituição, após o falecimento de José Dias. As marionetes de fios foi a origem, mas atualmente todas as outrs modalidades de bonecos são bem vindas e aperfeiçoadas. A sede de recriação é constante e p grupo não desanima com a ausencia de qualquer incentivo financeiro. A montagem e encenação de peças educativas para os diversos temas que surgem, também é outra marca do grupo. Buscando sempre, nos assuntos atuais de interesse público, levar informação de forma lúdica e de fácil acesso para as camadas mais carentes. O grupo tem sede própria, inaugurada desde junho de 1979, num esáço de 5.000 m2, um verdadeiro castelo da imaginação, onde são confeccionados bonecos animados, bonecos gigantes, brindes artesanais e mascotes. Rua Canapi, 134 - Vaso da Gama - Recife - Pe CEP 52081-091 e fone 81 32684002 site> http://www.teatrolobatinho.multuply.com/ e-mail: teatrolobatinho@ig.com.br
A
Fernando Augusto Gonçalves — Olinda — Pernambuco Bonequeiro, encenador, cenógrafo, pesquisador do boneco brasileiro e das artes de tradição popular, criador do Mamulengo Só-Riso, do Museu do Mamulengo — Espaço Tiridá, da Fábrica de Alegorias e do Museu do Artesanato de Pernambuco.
Mamulengo Só-Riso ganha prêmio instituído pelo Banco Mundial O Projeto "Mamulengo: O Boneco na Cidadania Brasileira" foi uma das 26 experiências sociais inovadoras premiadas pelo Banco Mundial e o Programa Comunidade Ativa. O Projeto, desenvolvido em dois municípios pernambucanos - Olinda e Glória do Goitá -, está mudando a realidade de cerca de 50 pessoas, entre homens, mulheres e jovens residentes em favelas, com oportunidades restritas de acesso ao mercado de trabalho e de geração de renda. Além de preservar o artesanato dos bonecos como um objeto de expressão cultural significativo da região e do país, o Projeto está estimulando os mestres mamulengueiros a repassarem seus conhecimentos às novas gerações. Implantado em novembro de 2001, em parceria com o Sebrae, a Caixa Econômica Federal e as prefeituras de Olinda e Glória do Goitá, o "Mamulengo" integra o conjunto dos 57 projetos do Programa ArteSol, desenvolvido pelo Centro de Produção Cultural Só-Riso. Os municípios Olinda e Glória do Goitá estão localizados, respectivamente, na região metropolitana e na zona da mata do estado. PRÊMIO BANCO MUNDIAL DE CIDADANIACriado este ano, o Prêmio Banco Mundial de Cidadania concedeu um montante de 285 mil dólares a ONGs que vêm desenvolvendo projetos de inclusão social, desenvolvimento sustentável e democratização do conhecimento. O Projeto "Mamulengo: O Boneco na Cidadania Brasileira" recebeu no dia 13 de junho, em Brasília, 15 mil dólares. Instituído pelo Banco Mundial em parceria com o Programa Comunidade Ativa e várias outras instituições, o Prêmio funciona como um instrumento de identificação, estímulo, apoio e difusão de iniciativas inovadoras que possam resultar no combate à pobreza e na melhoria da qualidade de vida da população brasileira. A irreverência e a mão molenga do teatro de bonecos. Uma gente surgida da madeira,da cabaça, do papel machê,ou da espuma de nylon.Um mundo onde tudo se resolve na pancadaria, seria o cúmulo da violência de um povo, se não fosse esse povo os bonecos do mamulengo, que cantam, dançam, conversam com a platéia e distribuem pauladas por todos os lados. "Haja pau", como diria o mestre José de Morais Pinho, no título de uma de suas peças de teatro para bonecos.O mestre Ginu, um dos mais respeitados mamulengueiros do Nordeste, sabia, com precisão, transfigurar os costumes populares da nossa região, no fantástico mundo da tenda, por onde passam os bonecos com doses de irreverência, de burlagem, moralismo e matreirice, ao mesmo tempo ingenuidade e paixão. Personagem famosa como a do Professor Tiridá, que normalmente chama a todos (personagens e espectadores) de meu compadre e minha comadre, vem delirando platéias com suas umbigadas, suas pauladas e a irresistível fama de conquistador, desde os tempos do Cheiroso, do mestre Ginu e hoje internacionalmente conhecido através do Mamulengo Só-Riso de Olinda, onde abre os espetáculos como mestre de cerimônia. As mãos moles, molengas, como diz o matuto, originam a denominação de mamulengo ao teatro de bonecos, comumente apresentado em forma de luvas. Os bonecos de vara, os de fios (marionetes) e os de manipulação direta, são outras técnicas utilizadas para essa expressão de um povo em forma de bonecos. Um povo bravo, irreverente e safadoso. Nas décadas de 50 e 60, praticamente todo o Nordeste brasileiro se divertia diante dos bonecos que surgiam por trás do pano esticado, nas feiras, nos pátios de colégios, nas tradicionais festas de rua, nos terreiros das casas grandes de engenho, assim como nas residências de pessoas humildes, que juntavam os vizinhos em suas salas para assistirem aos bonecos.A freqüência dessas apresentações residenciais, sempre foi maior na zona rural, ficando nas cidades a preferência pelas feiras e praças, sendo essa última muito utilizada na festa do padroeiro, no seu lado profano. Hoje, na cidade do Recife, as apresentações do teatro de bonecos ficam praticamente restritas a colégios, aniversários de crianças em clubes fechados e campanhas publicitárias dos órgãos oficiais de saúde e educação. Grupos como Lobatinho, Gestus e Bonecarte são os mais atuantes da área metropolitana do Recife. E o Mamulengo Só-Riso, um dos mais famosos do Brasil, possui em Olinda o seu monumental teatro onde realiza cursos, apresentações e encontros de teatro de bonecos do Brasil e do exterior. Grupo GESTUSNo interior do estado, as apresentações de mamulengueiros são esporádicas, tornando-se ainda mais raras, depois da expansão da luz elétrica no campo e nos vilarejos, onde as atenções estão voltadas para a televisão, tornando o "brinquedo" do boneco coisa do passado. O saudoso Mestre Solon reunia adultos e crianças diante do seu Invenção Brasileira, a gargalhar de tiradas como essa do espetáculo "Passagem do Padre": Simão - Me diga uma coisa, seu padre. Você batiza homem casado por quanto?Padre - Eu batizo por 10 cruzeiros.Simão - Mulé casada?Padre - Por cinco.Simão - E rapaz sortero?Padre - Por 30.Simão - Moça sortera?Padre - Moça sortera? é de graça.Simão - Isso é um padre safado.Padre - Oi filho, não me chame nome não.Simão - Eu tô chamando nome a você, cachorro da mulesta (bate no padre e a platéia ri). São espetáculos com essa linhagem, feitos por gente simples, sem recursos monetários, nas condições técnicas das mais precárias, porém, com uma criatividade inigualável e uma comunicabilidade imbatível, que identificam a essência de um teatro verdadeiramente popular, norteando artistas de mais instrução e melhores condições materiais dos dias de hoje, na construção dos seus próprios caminhos, trilhando os exemplos que seus mestres deixaram. E preocupados com a história desses mestres, o Museu Espaço Tiridá e o Teatro Mamulengo Só-Riso, em Olinda, contribuem para a manutenção dessa arte e a preservação dessa cultura cênica, autenticamente teatral e popular.
EXPRESSÃO GRÁFICA, ARTE E MERCADO ![]()
PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O Programa Liberdade de Expressão gravado no dia 23 de maio de 2008, tratou do Curso de Expressão Gráfica da Universidade Federal ![]() Robson Souza é açuno de Expressão Gráfica e Coordenador da Semana de Artes Gráficas da UFPe
Em 1946, com a fundação da Universidade do Recife, que reunia vários campos de saber já institucionalizados, cada faculdade que lidava com geometria gráfica possuía um departamento que era responsável por essa área de conhecimento. Em 1965, quando a Universidade do Recife foi integrada ao grupo de instituições federais do novo sistema de educação do País, recebendo a denominação de Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, os departamentos estavam espalhados pelas faculdades e, conseqüentemente, os que tratavam da geometria gráfica também se encontravam divididos entre as faculdades. Com a inauguração do Centro de Artes e Comunicação em 1976, a área gráfica se reuniu em torno do Departamento de Desenho que lá foi instalado. O Departamento de Desenho tinha sob sua responsabilidade as áreas de conhecimento da geometria gráfica e do desenvolvimento de projetos de produtos. Por isso, os cursos de Licenciatura em Desenho e Desenho Industrial, tinham seus professores lotados nesse departamento. Dentre esses professores da década de 70, podemos destacar os nomes dos professores Manuel Caetano, Fernando Menezes, Honorina Lima, Reginaldo Esteves, Felipo Melia, Antônio Pedro Didier, José Noberto Castro Silva, Edson Lima Edmundo Barros, Severino Aragão, Adalberto Canha, Maurício Castro, Paulo Vaz, Gildo Montenegro, Carlos Alberto Cunha e Mario Duarte. Ao longo dos anos, com as evoluções dos campos de conhecimento, outras áreas de pesquisa vêm surgindo, de modo que o Departamento, no final da década de 90, é dividido em dois, um que continua sendo o Departamento de Desenho e um outro que é o Departamento de Design, que reuniu algumas áreas de conhecimento do Departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística. Ao primeiro continua cabendo o saber referente à geometria gráfica, e ao segundo ficam destinados os conteúdos referentes ao desenvolvimento de projetos de produtos e a programação visual. Em face das novas perspectivas e transformações no campo da geometria gráfica, em 2005, o departamento muda de nome, adotando a denominação de departamento de Expressão Gráfica, no sentido de tentar melhor definir o campo de conhecimento sob sua responsabilidade. O departamento hoje é responsável por 32 disciplinas, que englobam saberes da geometria plana bidimensional e tridimensional, distribuídos nos cursos de: Arquitetura, Design nas suas duas habilitações, projeto do produto e programação visual, nas Engenharias, nos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Matemática e na Licenciatura em Desenho e Plástica. Ana Magda Alencar Correia Doutora Engenharia de Minas O curso de Licenciatura em Desenho e Plástica objetiva a formação de professores de 1º e 2º graus nas áreas de Desenho e Plástica, qualificando ainda para o ensino das disciplinas de Desenho Representativo, Operacional e Normativo (no 3º grau, nas áreas de Tecnologia e Artes). Ressaltamos ainda o crescente interesse do mercado pela Gráfica Computacional, que tem despertado a necessidade de se redescobrir a Geometria Gráfica, como ferramenta indispensável a esta ciência. Além da vocação para o magistério, o aluno do Curso de Licenciatura em Desenho e Plástica deve apresentar algumas características de suma importância, quais sejam: raciocínio abstrato e espacial, Coordenação motora, síntese gráfica, senso de proporção e escala, memória visual, percepção de movimento e criatividade. O mercado de trabalho vem oscilando nos últimos anos, face à elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, recentemente sancionada, e ao entendimento de que ora e seu conteúdo é obrigatório na grade escolar do ensino fundamental, como disciplina independente, ora integra a matemática ou a educação artística.
O TERRITÓRIO NORDESTINO ARRASOU COM UM FORRÉ PÉ DE SERRA SUPER ANIMADO
TURISMO, UMA ALTERNATIVA DE DESENVOLVIMENTO O Programa LIBERDADE DE EXPRESSÃO, apresentado por Miguwl Farias e gravado dia 22 de maio de 2008, para exibição na TV PERNAMBUCO, debateu o tema: TURISMO, UMA ALTERNATIVA DE DESENVOLVIMENTO Na mesa de debates do PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, GILBERTO PIMENTEL - Vice-Presidente da Empetur -, INAH BARBOSA-do SINDETUR -, ALEXANDRE FERREIRA - Gestor de Turismo do SEBRAE - e MARCUS AURÉLIO REIS - da Associação dos Empresários de Olinda envolvem as cadeias produtivas, os setores da administração pública e afetam as vidas das comunidades onde este acontece. A indústria do lazer convive de forma permanente com as flutuações das conjunturas macroeconômicas. O país luta para ampliar os níveis anuais de crescimento econômico, desafiado por questões sociais importantes e urgentes.
A discussão sobre o turismo em Pernambuco apenas inicia com a conversa dos convidados deste programa, haja vista que o envolvimento de todas as cadeias produtivas, em todos os níveis, envolve ações que vão desde a qualificação dos agentes de viagem ate a capacitação do pessoal de atendimento em hoteis, coméscio local, enfim uma gama de ações que se não forem muito bem instrumentalizadas elas se perderão no tempo como já aconteceram com a maioria das tentativas de alavancar o turismo em nosso Estado.
Ao que parece, e até refletindo sobre a conversa durante o programa, o Governo do Estado, com o Projeto Pernambuco para o Mundo, demonstra maturidade principalmente porque tem atraído todos os segmentos interessados nesse resultado esperado há tanto tempo, produzindo uma cadeia de ações afirmativas que, sentimos, estão se consolidando passo a passo, uma vez que a atuação, como sempre deveria ter sido feita, atinge todos os níveis envolvidos.
As diretrizes que norteiam o Turismo em Pernambuco são realizadas de forma integrada. Em âmbito estadual, o segmento é fomentado e direcionado sob a responsabilidade de órgãos coordenados pela Secretaria de Turismo (SETUR), responsável pelo planejamento, controle, avaliação e execução de projetos por organismos distintos.
GILBERTO PIMENTEL, VICE PRESIDENTE DA EMPETUR A secretaria de Turismo de Pernambuco traçou o Planejamento Estratégico do Turismo pelo Estado, intitulado “Pernambuco para o Mundo”, que determina metas e diretrizes para o desenvolvimento do setor turístico de 2008 a 2020. O Pernambuco para o Mundo congrega todos os estudos já realizados no Estado, atendendo ao principal objetivo da nossa política de turismo: transformar Pernambuco no destino mais competitivo nos mercados regional, nacional e internacional. O documento tem uma visão de futuro que contempla questões como a preservação da natureza e biodiversidade, valorização da diversidade cultural, geração de emprego e renda, qualidade na prestação dos serviços, parcerias com o setor privado, definição de marcos regulatórios e incentivo à construção de equipamentos sustentáveis. O Plano Estratégico prevê a injeção de aproximadamente R$ 19 bilhões no Turismo estadual até 2020, montante dividido entre os setores público e privado. Este dinheiro será concentrado na infra-estrutura, com destaque para obras de saneamento (R$ 4,5 bilhões) e intervenções urbanas (R$ 4,6 bilhões). A expectativa é o aumento gradativo do número de turistas em Pernambuco, atingindo em 2020 a marca de 9.925.591 visitantes. O prognóstico é que em 2020 o Estado atinja 94.606 empregos diretos e 393.038 indiretos, totalizando 487.664 empregos. INAH BARBOSA, da Agencia Nassau Turismo e Diretora de Turismo Exportativo do SINDETUR, que é presidido por LIZETE MAIOLI. O SINDETUR é um foro permanente
de debates e estudos do mercado de turismo visando o desenvolvimento empresarial e profissional do Agente de Viagens, tomar iniciativas políticas e estratégicas que abriguem as reivindicações e os interesses da categoria, o aprimoramento do agente de viagens através da capacitação profissional e da valorização da informação.
As unidades do Sebrae nos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba elaboram projetos com abordagens inovadoras. Segundo Alexandre Ferreira, Gestor de Turismo do Sebrae, que atua na zona da mata do estado onde ocorreu o ciclo da cana de açúcar, antropólogos e sociólogos participaram do desenvolvimento de conceitos e do levantamento dos elementos identificadores da civilização do açúcar, tais como equipamentos tombados como patrimônio histórico, gastronomia e manifestações culturais presentes nos três estados. O objetivo do projeto é explorar a riqueza cultural dessa região, onde localizam-se as fazendas de engenho, e que abrange as fronteiras de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. A civilização do açúcar, segundo Alexandre, agrega valores culturais aos produtos e serviços oferecidos aos turistas em cerca de 20 cidades na região dos engenhos de açúcar. Alguns dos engenhos já são explorados turisticamente e os técnicos do Sebrae junto com os empreendedores locais, devidamente orientados e capacitados têm reagatado a culinária típica da época da civilização do açúcar, como por exemplo, os doces, licores, cachaças, danças folclóricas como o maracatu e o cavalo-marinho, que fazem parte do acervo histórico da região da zona da mata. Da mesma forma o Sebrare tem agido nas demais regiões do estado de Pernambuco, devolvendo aos nativos as características que aos poucos vão sendo esquecidas, promovendo um resgate transformador de cada região.
Dona do maior carnaval do mundo, as ladeiras de Olinda enchem-se de fantasias e cores durante os quatro dias de folia. Com o título de Patrimônio Mundial da Humanidade e berço da cultura brasileira, Olinda é pura beleza e arte nas ruas de seu sítio histórico, inspiração para vários artistas plásticos que escolheram a cidade para montarem ateliês, galerias e museus. Foi a primeira capital de Pernambuco e deve ser também um dos primeiros lugares a serem visitados quando se chega ao Estado. Enfeitada por igrejas, seminários e casarios, a cidade atrai visitantes de todas as partes do mundo. Quem chega a Olinda se encanta. Para Marcus Aurélio, proprietário da Pousada dos 4 Cantos, Olinda é im shopping a céu aberto, que precisa de ações mais afirmativas para transformá-la em um ponto mais atrativo para o turista. Segundo ele, Olinda das ladeiras bucólicas e do turismo contemplativo, aunda não se apercebeu das belezas inesgotáveis, para transformá-la num ponto permanente para o turista que apenas passa, dentro de vans com vidros fechado, vêm-na e disparam para Recife, por falta de uma estrutura oficial para retê-los na cidade por mais tempo. Olinda não pode continuar sendo apenas para o Carnaval que a degrada, a destroi. Olinda precisa de ações que a integrem ao sistema que está sendo implantado no Estado A ferramenta do artista EDUARDO ABRANTES foi o artista do dia. Gravou o CD "Cantigas de Sertões", como compositor e cantor, integrando o grupo musical A Uzyna, em 2005. Tem repertório com base na MPB, com inserççoes de forró, baião, maracatu e cantoria.Neste ano de 2008, lançou o Projeto "Do Sertão àConquista", trazendo interpretação do consagrado compositor Elomar Figueira Mello.
contato: 81 91343382/34565791/86800301
POESIA, UM MERGULHO NO COTIDIANO O Programa Liberdade de Expressão gravado dia 19 de maio de 2008, apresentado por Miguel Farias, debateu sobre a POESIA, UM MERGULHO NO COTIDIANO DA VIDA, reunindo poetas, importantes, que falaram sobre o ofícia de poetar. Na mesa de debates, os poetas WALMIR JORDÃO, VERA PORTO, SELMA RATIS, MIGUEL FARIAS, CIDA PEDROSA, IVAN ALMEIDA E MIRÓ
Em um perfil haikai do poeta Valmir Jordão, poderia ser escrito: irreverente, meado de altura, um feroz humor. Autor de versos que hoje correm mundo, tão antológicos que viraram quase domínio público, “Coca para os ricos / Cola para os pobres / Coca-Cola é isso aí”, o poeta Valmir não só corre o mundo em versos, também corre perigo em pessoa. Digo que o poeta corre perigo em pessoa e não escrevo isso por ser um fingidor. Valmir Jordão vem de uma geração que se convencionou chamar de poetas marginais do Recife, que perdeu três, de uma só partida, em 2007: Chico Espinhara, Erickson Luna e França, nessa ordem. Chamados de poetas marginais por incompreensão ou preguiça, com mais propriedade poderia ser dito que ele é herdeiro de uma geração de poetas radicais, que escrevem poesia além das páginas, na própria vida, no próprio corpo. Como uma tatuagem. Desse estigma, ele próprio já disse, exaltado: “Marginal é a poesia, desde que Platão a expulsou. Repito isso: marginal é a poesia, desde que Platão a expulsou da República, certo? Então não tem nada a ver com poeta marginal, porque eu nunca assaltei ninguém, nunca matei ninguém”. Apenas, e isto é um crime para uma tradição de poetas que cantam o belo do rio sem olhar suas margens, Valmir Jordão é o guerrilheiro deste petardo: AH, RECIFE Dizem os bardos que uma cidadeé feitade homens,com várias mãoseo sentimento do mundo. Assim Recife nasceu no caisde um azul marinho e celestial,onde suas artérias evocam: Aurora, Saudade, Concórdia,Soledade,União, Prazeres, Alegria e Glória.
![]() POETA CIDA PEDROSA Cida Pedrosa (Bodocó, Sertão de Pernambuco, 1963). É poeta e edita em parceria com Sennor Ramos a Interpoética. Publicou Restos do fim (1982); O cavaleiro da epifania (1986); Cântaro (2000) e Gume (2005). Participou de várias antologias. É uma das organizadoras da RECITATA - Concurso de Recitação do Festival Recifense de Literatura e vem se dedicando a estudar as interfaces entre a literatura, mídias e tecnologias. Foi uma das coordenadoras do Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco
Fonte: Breno Pessoa/Jornal do Commercio É possível definir o novo livro da poeta Cida Pedrosa como um abecedário de mulheres. De Angélica a Zenaide, são 26 poemas/personagens femininas, cada uma correspondente a uma letra do alfabeto. A obra, chamada As filhas de Lilith, será apresentada ao público hoje, às 20h45, durante leitura no espaço Café Literário. Apesar de estar finalizada, a coletânea ainda não foi editada nem publicada de fato. A idéia da autora é fazer neste sábado um “teste público” do seu trabalho, recitando parte de As filhas de Lilith ao lado da atriz Silvana Menezes. Cida pretende apresentar 14 poemas e espera que alguma editora se interesse em viabilizar a publicação. “Cansei de passar o chapéu entre os amigos, diz a escritora, que publicou seus quatro livros anteriores de forma independente e é editora do portal de literatura Interpoética (www.interpoetica.com). A autora também está à procura de uma artista (sim, deve ser uma mulher porque a proposta é que o livro seja inteiramente feminino, até na sua produção) que se disponha a ilustrar o trabalho. Mas qual a razão do título? Segundo algumas interpretações da Bíblia, Lilith é tida como a primeira mulher de Adão, que havia se rebelado por não concordar em ser subserviente ao homem. “Existe uma frase atribuída a Lilith que gosto muito: ‘Adão, por que estás por cima de mim, se és tão pesado?’”, comenta Cida sobre a personagem do título. Esse questionamento e vontade de emancipação estão presentes, de alguma forma, em todas as mulheres da obra. E embora o livro não possa ser definido como uma obra erótica, a sensualidade e sexualidade predominam nos versos. E talvez esse seja justamente um dos destaques no trabalho da escritora. Desde que a francesa Pauline Réage revelou ao mundo ser a autora de História de O, um dos maiores clássicos da literatura erótica, caiu parte do estigma de que esse era um segmento dominado apenas pelos homens. Ainda assim, são poucas as representantes femininas no gênero, sobretudo na atualidade e, principalmente, na poesia. “Faço poesia erótica sem papas na língua”, afirma Cida, “mas acho que esté livro é mais sociológico”, completa. A autora diz que sua proposta é aprofundar-se em diversas personalidades femininas: a dona-de-casa, a moça vaidosa, o travesti e a lésbica são alguns dos personagens presentes no texto. As personagens tornam-se críveis por serem pessoas comuns, em situações prosaicas, muitas delas envolvendo o sexo, que acaba surgindo nos poemas de como algo natural e bastante pessoal em cada uma das identidades. E, embora bem reais, a poeta garante que a inspiração para os textos não veio de experiências vividas, e sim de sua imaginação.
MORTE SOB O CARBONO a floresta (dentro da sala) espia o homem que se apóia na caneta nomes números nódoas as velhas esperam o ventilador gira o café esfria o bigode do funcionário - papel poeira pesares - idades vãs entre um documento e outro um carimbo e outro uma certidão e outra as velhas acertam um grampo na alma e pactuam um prazo com a morte (No livro Gume, Recife: ed. da autora, 2005, p. 55) Arte e editoração EROTISMO, HUMOR E SIMPLICIDADE NA POESIA DE SELMA RATIS por André Cervinskis* Quando se fala em literatura erótica está se falando de uma literatura que mobiliza um tema específico: a sexualidade. Um campo da literatura que se interrelaciona com diversos gêneros. Segundo a pesquisadora Eliane Robert Moraes, estudiosa do assunto e autora de Sade – A felicidade libertina, em entrevista à Livraria Cultura News de março de 2007, existem obras que enfocam o universo, as pessoas e os sentimentos, a partir do sexo. Essa distinção é muito complexa e, geralmente, baseia-se num critério moral. Para o senso comum, é pornográfico o sexo escancarado e é erótico aquilo que é velado. O que se deve levar em conta, porém, é a qualidade literária, e isso deve ser avaliado pelo critério estético, não pelo critério moral. Há livros em que o sexo é meio velado, mas a literatura é ruim e há outros mais alusivos que são notáveis pelas possibilidades de pensamento que propõem. O sexo vem sendo tema literário desde sempre. Está no Satyricon, de Petrônio, no Cântico dos Cânticos, da Bíblia, na Priapéia grega e em tantos outros escritos da Antiguidade. Poesia erótica, notável tradução de José Paulo Paes, que abrange desde a Antiguidade até os dias de hoje, permite-nos acompanhar e pensar a história da literatura erótica, mostrando inclusive que ela sempre foi um dos temas essenciais da humanidade, assim como o amor, a guerra, a religião. No século 16, portanto na modernidade, surge no Ocidente um tipo específico de literatura que fornece as convenções do erotismo moderno. O grande exemplo é Diálogo das Cortesãs, de Areno, em que duas mulheres avaliam o que é melhor para uma jovem – ser esposa, cortesã ou freira. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais (1941), de Mikhail Bakhtin, rechaça a norma unívoca e a rigidez dos padrões e estilos. Disserta sobre o grotesco na Idade Média e Renascimento, revelando hábitos sexuais nem sempre condizentes com as normas sociais da época. Esse modelo, exposto pelos próprios personagens, fonte da literatura libertina, vai perdurar até o século 18, inspirando romances clássicos franceses e ingleses, como Fanny Hill e uma boa parte dos escritos de Sade. Depois das revoluções burguesas na Europa, o erotismo passa a ser mais clandestino. Há um desejo de recato, de distanciamento do mundo da corte e, em decorrência, um retrocesso de sua visibilidade. No século 20, com o esgarçamento do modelo burguês, ocorre uma nova virada. Surgem os movimentos de vanguarda nas artes e os surrealistas no início dos anos 1920, resgatando o vigoroso acervo dos séculos 17 e 18, que estava escondido, intensificando a produção dessa literatura. Entre os nomes de destaque estão Louis Aragon, Guillaume Apollinaire, Pierre Louÿs, Georges Bataille. O novo livro de Selma Ratis, conhecida no meio literário por sua poesia sensual e irreverente, Falo, do que Falo!, é uma prova de que poesia erótica se faz com humor e simplicidade, além de uma boa dose de sensualidade, é claro. Sem pudores, a autora toca em temas ainda tabus na sociedade hodierna, como a masturbação feminina: Mas, confesso,/ Ainda penso em você/ Quando faço amor/ Sozinha. (ESQUECEU MESMO?, p. 2); ou mesmo posições eróticas pouco tradicionais: Você me amar/ Por trás/ De algum coqueiro./ Melhor ainda/ No banheiro. (MINHA FANTASIA, p. 24) Os versos certamente são ousados, mas bem construídos: Suas mãos correm/ Pelas minhas pernas/ E sobem... E descem.../ enquanto seus pés/ Servem de estacas/ Para o desejo. (FIM DE FESTA, p. 42); Por que me molhar com água/ quando estou molhada de amor?/ Por que lavar teus beijos?/ Por que deixar escorregar/ Pelo ralo do banheiro/ As palavras ditas ou ouvidas?/ Por que afogar a satisfação/ Da minha pele relaxada/ De prazer?/ Por que deverei/ Apagar de mim, você? (BANHO, NÃO!, p. 8). Em versos monossilábicos, Selma enfatiza, em ritmo sôfrego, o carnaval e a luxúria: Carnaval/ Insanidade/ Vontade/ De beijar/ Na boca./ Manhã de sol/ Saudade/ Vontade/ De beijar/ na boca./ Praia/ cumplicidade/ Vontade/ De beijar/ Na boca. (FICÇÃO, p. 40) A desenvoltura com que ela trabalha sensualidade e erotismo sem dúvida é um dos traços principais dessa obra. Mas o humor sem dúvida é uma das principais característico desse que pode ser considerado o livro da maturidade erótica de Selma Ratis: Pra ficar com alguém/ Assim, eu não ia/ Precisar de camisinha./ Mas colocá-lo dentro/ De um camisão. (PAQUERA, p. 3). Brincando com termos chulos, trata com jocosidade as preliminares do coito: Quando você me disse:/ Quero lhe comer/ Começando pelos braços/ Mordendo suas coxas/ Suas costas/ Saboreando seus seios,/ Suas ancas/ levei um susto:/ Pensara em outra coisa. (QUERO LHE COMER, p. 5). Ou tornando mais leve uma das maiores preocupações masculinas, o uso da camisinha e a potência: Se o amor/ Não cabe mais em nós/ Que alegria!/ Se o tesão/ Me faz esquecer o tempo/ em que fiquei sozinha./ Vem! Deixa eu colocar/ Logo esta camisinha! (CHEGOU A HORA, p. 14). Aliás, interessante alusão à relação futebol-virilidade realiza no poema AMAR: É como no futebol? Amar você assim./ A barra é o lençol/ o gol é você em mim. (p. 16). Há uma consciência plena da autora sobre o ser mulher; ela agradece à sua progenitora a felicidade de ter-lhe dado e ensinado a feminilidade (p. 100), ao mesmo tempo em que disserta sobre a diferente visão de sexo para homens e mulheres: Quero ser amada, ter certeza/ De ser absoluta. (...) Porque pelos meus cálculos você é:/ ‘umas duas horas de homem/ e eu, uns quarenta minutos de mulher’ (p. 12); Tu me entendes/ Também és mulher!/ o sofrimento, aquela lágrima/ pelo amor que vivi/ E se perdeu/ (...) As juras de amor/ As minhas, as deles/ Tão diferentes/ Se desfazendo/ Em teus recantos tão sensuais! (CANÇÃO DE AMOR, p. 29); Os homens fazem sexo/ As mulheres fazem amor/ (...) faz parte do prazer/ continuar sentindo seu calor/ Afagar suas costas./ Percorrer de volta o caminho/ De sensações e espasmos/ com quem se gosta. (POR QUÊ?,55). Mas, para quem pensa que a poesia de Selma Ratis é somente erotismo, ela dá uma lição de lirismo no poema PORTO ARTHUR, provando que amor não está desassociado da sexualidade, mas se complementam. Associando o mar à saudade, lembra-nos Fernando Pessoa: Há quantos anos/ Vives? Ancorando/ Embarcações/ De esperança e dor./ Descarregando/ Em teu solo/ a semente/ Da saudade./ Refletindo/ Em tuas águas/ a profundidade/ De um olhar/ Tristonho/ enigmático/ Ou quem sabe/ A alegria/ Do reencontro./ Também tenho/ Um porto/ Que naufragou/ Levando a jangada/ do meu coração/ Deixando um mar/ De lágrimas/ Nos meus sonhos!/ Porto Arthur... (p. 85). E aos que enxergam na poesia somente a catarse de seus sentimentos, versos confessionais que não levam em conta a qualidade literária, avisa: Detesto escrever/ Para chorar mágoas (TAMBABA, p. 9). A relação literatura e sexualidade é trabalhada pela autora no poema TENHO QUE ESCOLHER: Ou leio Neruda/ E paro de pensar/ Em você na cama/ Ou penso em você/ Na cama e paro/ De ler Neruda.(p. 36). Noutra intertextualidade interessante, faz referência à obra de outra grande autora pernambucana, que inclusive domina uma poesia erótica elegante: Quando li o poema de Tereza Tenório -/ Canção do Degredo/ “... Eu princesa da corte/ Apaixonada./ Flagrei meu homem/ amado em pleno beijo/ com o cavaleiro branco/ A quem me queixo?” Uma última informação importante: seu poema DE DIA (p. 45) foi musicado pelo Grupo Bondsamba. Erotismo, simplicidade e humor são, sem dúvida, as marcas indeléveis dessa obra e de toda a trajetória literária da autora. Não a leiam os pudicos, os que enxergam a poesia como matéria intocável e sagrada, distante do cotidiano, das coisas e desejos que fazem de nós seres humanos. Leiam-na, sim , os que percebem a poeticidade do desejo, o amor construído em detalhes e coisas simples, como: cozinhar caranguejo,/ olhar aviões no aeroporto/ temperar munguzá/ raspar coco pra tapioca (PERNAMBUCANIDADE NO AMOR, p. 15). *ANDRÉ CERVINSKIS, escritor, crítico literário e mestrando em Lingüística - Universidade Federal da Paraíba VERA PORTO é compositora e cantora e a compositora é a poeta do OVO DE SEU FRANCISCO
O OVO de FRANCISCO ( Vera Porto) Um senhor de olhos negros plantou a um tempo atrás Uma flor chamada estranha Ninguém vira jamais Um forno- dado medonho Pedra- por- pedra é capáz de agigantar o humano E construir muito mais Aos guardiões do tempo Dá-me licença de entrar No templo uma muralha Guardiões do lugar Preparam a sua alma Para o que dentro virá Um forno-dado medonho Pedra-por-pedra é capaz De ver que dento do ovo Principia a luz do fogo que inicia o que virá... Carneficina-oficina A forma curva o que há De violento na vida O nascer o principiar Da matéria a argila o senhor fez plantação Na Vársea de sua fibra A boca é sua mão.
Bom encontrar uma poeta como a Vera, que declama poesias com sua voz especial e seu cantar que transpira o que você puder imaginar. Salve Vera! Garanto que procurei um texto especial, na internet, para falar do Ivan Almeida. Queria apertar o ctrl+c e colar aqui no blog. Não encontrei e resolvi escrever sobre este cara que encontro em todas as esquinas de Olinda, sempre risonho e feliz com seu ofício de poetar nos dias e noites de recifolinda, nos bares, ruelas, onde tenha gente ele está lá. O Ivan é um mágico! Tem um sorriso franco e consegue fazer que olhemos para ele, sempre esperando uma mensagem de bom augurio (que palavra estranha!). Não poderia deixar este espaço em branco. Este poeta como já disse é mágico, transforma palavras em sonhos, em risos, em alegria e aquece o coração de quem aspira, respira, transpira o bem e ele é do bem inteiro. Poeta.... Se as palavras são a tua vida, podes crer que consegues fazer viver corações e mentes que em certos momentos estão absorvidos pelas correrias dessa vida que consegue nos robotizar e só a poesia e o poeta prá transformar essa pressão toda. Dele recebi dois poemas e com prazer transcrevo-os aqui:
MÃE
Mãe é amor
Dedicação
Mãe é total doação
Mãe é ar
É sangue
É pulmão
Proteção mesmo distante
Em desespero quantos gritos
Mamãeeeeeeeeeeeeeeeee!
O temor invadindo
E o bálsamo aproximando-se
Que confiança nós temos nela!
É divino é divina
É minha flor
minha rainha
Mãe tanto se dá
Tão pouco me dou
Tanto me faz
com amor
Sinto amor
Sinto paixão
Vejo esta santa mulher
Em tudo que Deus criou
Vejo nas plantas
No fogo
Vejo no céu
No mar, no ar!
Uma rosa é mãe
Uma borboleta
Julias e Julietas
Inaladas, Martas, Marias e Antonietas
Todas as mães
Se já é uma estrela pense nela
com o mesmo amor qye você pensa
Em Deus Nosso Senhor
Benção minha mãe
Benção todas as mães
(Ivan Almeida)
AO MEU AMOR
Ha anos amo a mesma pessoa
O que dizer depois de tanto tempo?
Querendo...
Convicendo...
Sentindo o corpo e a alma feliz
Vejo a mesma coisa nela
Isso é o que os seus olhos, cheiro, pele, me dizem
Tantos anos querendo e tendo
Tenho esperança que seja eterno
Mais dez, cinquenta, cem, sei lá!
Se dentre este tempo eu morrer
A esperarei com uma legião de anjos
Com direito a toques e trombetas
Neste tempo de união a vi dedicar-se a nós
Lágrimas também já vi
Já fizemos amor até em pensamento
Já rolamos na cama
Na grama
Já tive o prazer de ve-la me esperando...
Os olhos chegaram a engolir a estrada
Juntos vimos o sol e o parque verdejante
Dando-me certeza da beleza
Que é o verdadeiro amor
Que o meu seja eterno com você
Não que as outras pessoas não me mereçam
Mas você me basta
Em você tenho tudo!
(Ivan Almeida
Ivan é o poeta do amor, o poeta dependente do amor, reconhecidamente dependente da mulher, declaradamente um poeta que canta e doa sua alma para a mulher. Ap ´peta, minha amizade e admiração só de pensar que para cumprir um compromisso poético você saiu de Ouro Preto até a Caxangá de bicicleta,,,,,,,,,,,,,,,
maristela farias MIRÓ
Um poeta marginal Por Urariano Mota Senhores e senhoras, temos a grata satisfação de falar de Miró. Sobre ele é quase inútil procurar informações no Google, porque entre os 35.700.000 resultados no máximo 4 se referem ao particular Miró que lhes apresentamos agora. De nome de batismo João Flávio Cordeiro da Silva, o poeta Miró nasceu no Recife há 46 anos. Mas nada nesse nome artístico vem do outro mais conhecido, um outro grande, um certo criador Joan, da convivência de João Cabral de Melo Neto. Não. Esse Miró, esse nome nobre... - e já sinto no ventre a cutilada do poeta – “todo nome é nobre” – essa denominação vem de outras plagas nobres. Vem de lá dos subúrbios do Recife. João Flávio foi transformado em Miró pelos amigos, porque lembrava ao jogar o bom Mirobaldo, um craque da pelota do Santa Cruz Futebol Clube. No tempo em que o maior talento de João era o futebol, os seus amigos o apelidaram de Miró, forma reduzida de Mirobaldo, que se pronuncia com a vogal aberta no hablar nordestino. Depois, na fase em que assumiu o jogo mais raro e difícil da poesia, achou por bem continuar assim, Miró, para melhor sorrir no íntimo com os dentes claros, diante de quem o confunde com o pintor catalão. Em um mundo globalizado conforme a ótica WASP, Miró é um acúmulo de surpresas. Pois imaginem as senhoras ladies e os senhores gentlemen que ele é um poeta que jamais entrou na universidade. Pelo menos, para assistir a lições como estudante universitário, nunca. E, continuem a imaginar, isto não lhe faz nenhuma falta, devíamos mesmo dizer, para a sua poesia é um bem, porque lê e se educa em obediência a uma ordem que não está no currículo de uma tradição estéril. A quem não o conhece, a sua pessoa, física, guarda uma grata e grada graça: Miró tem a pele escura, e, ladies and gentlemen, não finjam por favor naturalidade. Mesmo em um povo mestiço, Miró é uma exceção: as pessoas sensíveis, até mesmo no Brasil, têm uma estranha gradação na cor da pele da sua sensibilidade. Quanto mais claros, mais poetas. Quanto mais escuros, mais trabalhadores braçais, ou, se forem artistas, mais jogadores de futebol. Daí que faz sentido o poeta Miró vir de Mirobaldo, o craque do Santa Cruz Futebol Clube. Pero a melhor surpresa de Miró vem da sua poesia. Acompanhem-nos, por favor, assim como o acompanhamos esta semana em um auditório. Todos nós aprendemos, ou fomos como bons estúpidos para isto educados, que o poema realiza a poesia nas suas linhas. Ou, se quiserem, o poema não precisa da pessoa do poeta – a certeza única e exclusiva do seu valor está no que escreve. Certo? Senhores e senhoras, ladies and gentlemen, e Jesús na Espanha nos ajude para o senõres y señoras: - Errado. Quem não viu Miró declamar os seus poemas não sabe o quanto este conceito, preconceito, esta burrice ancestral está errada. Aquela justa observação feita por Manuel Bandeira à poesia de Ascenso Ferreira, no trecho "Não me lembro se antes de me avistar pela primeira vez com Ascenso Ferreira eu já tinha conhecimento dos seus versos. Como quer que fosse, eles foram para mim, na voz do poeta, uma revelação. Pois quem não ouviu Ascenso dizer, cantar, declamar, rezar, cuspir, dançar, arrotar os seus poemas, não pode fazer idéia das virtualidades verbais neles contidas, do movimento lírico que lhes imprime o autor" aplica-se também à poesia de Miró. Com alguns câmbios. Mirem. Onde Ascenso Ferreira realizava no recitar um uso extraordinário da voz, da modulação ao acento, do corte da sílaba à ênfase, como dizê-lo?, uma utilização da voz como um ator de rádio, Miró usa a imagem, física, melhor dizendo, ele usa o próprio corpo, ele faz evoluções pelo auditório, como um cantor de rap, quase diríamos. Mas sem microfone. E não só. Ele acrescenta caretas, esbugalha os olhos, fecha-os, e aponta os seus versos com um dedo contra a assistência. Como um Tio Sam invertido, que em vez de conclamar um alistamento, nos enfiasse a realidade cara a dentro: - Tomem poesia, seus filhos da puta! A platéia, divertida, sorri, gargalha, diante de versos que não chegam a ser bem cômicos. Como aqui: “Tinha lido num livro de auto-ajuda, de um desses psicólogos De araque, que aparecem nesses programas matinais que dão Receitas pra tudo, inclusive de bolo, Que na hora que a vida vira uma merda O melhor é sair da fossa” Ou nestes versos “Acho que foi a primeira vez que conheci a dor Um domingo de 1971 Naquele tempo o domingo era o dia mais feliz, Minha mãe fazia um macarrão com carne de lata e Q-suco Ficávamos brincando de mostrar a língua vermelha Pra provar que éramos felizes.... Norma era tão linda com seus cabelos negros, Que me deu um branco aos 11 anos Quando me pediu um biscoito maizena e um gole de fratele vita .... Domingo era o dia mais feliz Antes de Norma beijar um outro na boca” A platéia, o distinto público, vai ao delírio. De rir, de gargalhar. Miró fala de um mundo abaixo do nível do auditório. O primeiro elemento cômico é que a miséria é cômica. A maior comicidade é a desgraça que não sentimos na própria pele. A dor que não é a nossa, a dor pela qual não temos empatia, ah, ladies and gentlemen, como é cômica. Não iremos consultar nada agora, mas em algum lugar deve estar observado que o riso é manifestação pela desgraça alheia. O riso atesta a nossa superioridade ante o ridículo que não nos alcança. Quem jamais bebeu “sucos” em pacotinhos de pó, de “morango”, de “uva”, com bastante açúcar e gelo, como bebem os que não podem comprar frutas em um país tropical, acha isto irresistivelmente cômico.Quem jamais saboreou carne enlatada no país de maior rebanho bovino do mundo, quem jamais pôde sentir o sabor, o gosto e a maravilha da carne Swift, da carne da Wilson, com macarrão rubro de colorau aos domingos, porra, que piada genial é esse macarrão se transformar no dia da felicidade. E aquela prova de amor, da cumplicidade que tem o amor, quando a musa pede refrigerante, guaraná da frattelli vita, com o biscoito miserável de maisena. Caralho, esse cara é do peru! E Norma beija um outro, mirem o detalhe, na boca! na boca! Menos, por favor, você é demais, cara! O poeta gira em torno da assistência. A sua arma, a sua graça e cômico é a verdade. Aquelas coisas mínimas, constrangedoras, que nem às paredes confessamos, ele, como um novo louco, arrebenta de si. Mais do que escrever por vezes transcreve. Com uma sensibilidade que observa o inobservável. “Já perceberam como tem pontas de cigarro em pontos de ônibus? Tem uma tese de um amigo que diz: Que as empresas de ônibus são responsáveis por 5% dos cânceres de pulmão. Curioso perguntei, como assim? É que os ônibus demoram”. Ou mesmo, vejam que engraçado: “O amor passou na tarde Com a mão direita sobre o ombro de um filho com síndrome de Down ... Aldeota, um jumento espera inquieto a volta do seu dono que foi tomar uma sopinha com pão, com o dinheiro das migalhas que catou. E eu fiquei tão emocionado, Que não consegui escrever mais nada”. A recepção da platéia a essas coisas é vê-las apenas como o lado sujo, trash, de uma estética suja e trash, de um maluco que escreve e não tem nenhuma vergonha de escrever sobre essa miséria como um bárbaro sem educação. (Nós, os cultos. Nós, os que, se algum dia fomos dessa desgraça, bem que a superamos. Nós, os de outro mundo. Nós, os limpos, cleans e educados.) O poeta gira, e deixa a aparência, como um bom gira, de fazer também uma rotação. Então ele declama, recita, pula, contorce-se, cospe e pragueja uns versos que a expectativa do distinto e cultíssimo público não percebe. O clima em torno da sua performance não permite a degustação, a permanência que tem a beleza, a que sempre por necessidade voltamos. Então ele fala, enquanto o público espera dar mais uma risada, então ele faz uma prece, um poema que somente hoje pela manhã pudemos sentir, ao ler e mastigar e ruminar como as cabras mastigam e ruminam uma erva muito amarga. Esse poema não precisa do poeta. Da sua pessoa. Basta uma sensibilidade. “Deus, Tu que agora carregas um homem, Puxando pelas rédeas o seu cavalo e uns sacos de cimento De cada lado um sol insuportável ... Deus, Choves agora no meu coração Para que eu não pense em comprar um guarda-chuvas de balas E fazer justiça com as próprias mãos.” Esses versos preencheram toda esta manhã de hoje. Dormiram e não saíram do peito todo este dia. Talvez porque nos tenham recordado de outro João, de Os corações futuristas, que pleno de álcool em 1973 também se sentiu impotente e louco de justiça. Deus, choves agora no meu coração Para que eu não pense em comprar um guarda-chuvas de balas Miró, poeta marginal? Pobre e miserável quem o toma assim VERA PORTO, que voce encontra no site http://www.myspace.com/veraporto VERA PORTO E BANDA VERA PORTO E BANDA VERA PORTO LEONARDO E AMADA UM DOS MENINOS DA VERA OUTRO MENINO DA BANDA DA VERA AMIGA DA VERA A CRIANÇA DIANTE DA TV: UM DESAFIO PARA OS PAIS E EDUCADORES No programa Liberdade de Expressão, gravado para exibição na TV Pernambuco dia 19 de maio de 2008, Miguel Farias debateu com os convidados o tema: A CRIANÇA DIANTE DA TV, UM DESAFIO PARA OS PAIS E EDUCADORESDemorou muito tempo até que se desse conta de que as crianças não são homens ou mulheres em dimensões reduzidas. As crianças criam para si, brincando, o pequeno mundo próprio. Walter Benjamin
A inevitabilidade da televisão nas sociedades contemporâneas, sua influência sobre as crianças e as desesperadas - e por vezes ingênuas! - estratégias dos pais para protegê-las são com frequência alvo das preocupações de setores acadêmicos ou da imprensa. Atribuindo à TV uma ascendência frequentemente totalitária sobre as crianças, aqui e ali irão despontar análises de como as horas de exposição à telinha tornam as crianças vulneráveis ao consumo, aos conteúdos violentos, a uma formação emocional e sexual precoce e - mais grave - como, apontando para a criança, a TV está garantindo a perpetuação do sistema político e econômico hegemônico. Em grande parte das famílias, são as crianças que ligam os aparelhos de TV, definem a programação que será assistida e até sua localização no espaço doméstico. Isso não significa, no entanto, que as pesquisas sobre televisão e criança dêem conta desta relação tão rica. Analisa-se a TV sob a perspectiva da vilania, mas as crianças, enquanto atores do processo receptivo, e os jogos que fazem com a TV, ficam de fora. Em geral, a lógica dos meios é reforçada pelo suposto caráter eminentemente passivo da criança, que, por ser criança, não teria ainda o instrumental que lhe permitiria ser crítica, o que a tornaria necessariamente favorável às mensagens televisivas, uma vez que "somente a partir de uma postura crítica é possível absorvê-la [a TV] com isenção e perceber suas sutilezas, seus efeitos, suas possibilidades" Considerar a criança como criança, aqui, não é tomá-la em sua especificidade, mas como uma miniatura do mundo adulto. Na realidade, podemos observar que as crianças vêem TV e nem discutem a informação. Recebem passivamente as mensagens sem analisar profundamente o que estão assistindo. Nem dizem se gostam ou não do que estão vendo. Ninguém comenta o que assiste. Simplesmente vêem e observam, consomem sem fazer uma análise. Muitas vezes as crianças se ‘desligam’ do mundo real e entram para o mundo da TV... Estão absortas no que a TV está ‘ordenando’... Esquecem o paladar como se a TV fosse um anestésico" Ouvindo todos os debatedores, o Programa Liberdade de Expressão, chega a uma reflexão de que a TV é sim, formadora, moldadora, da criança e que é necessário uma vigilancia permanente deos pais e educadores, para que aquela programação que é pràticamente "engolida" pela criança seja pelo menos discutida, para que não hajam imposições de comportamentos, ideias, modismos, e outros tantos ismos que transformam a criança em pequenas miniaturas dos personagens televisivos, maioria das vezes em conivência com os pais. Crianças são crianças hoje e esse tempo é bastante precioso para que seja adiantado e que elas sejam transformadas em pequenos clones de programas televisivos porque é asim que a mídia cria, patrocina e provoca essa visão de que as crianças são homens e mulheres em tamanho diminuto. Elas devem ser crianças hoje. O amanhã é uma construção Mesa de debate do Programa Liberdade de Expressão, formada pela Professora Tereza Cornélio, da rede municipal de ensino do Recife, pela Apresentadora Kea, da Rede Estação - Programa Kea e as Crianças -, pelo Apresentador Tio Jorge, da Rádio Nova FM, pelo Apresentador Paulo Xavier, da Rádio Alto Falante no alto José do Pinho e pela Psicóloga e Professora da Rede Municipal de Ensino, Tereza Farias Tereza Farias, Psicóloga e Professora da Rede Municipal de Ensino de Recife Professora Tereza Cornélio, da Rede Municipal de Ensino do Recife Kea, apresentadora do Programa Kea e as Crianças na Rede Estação Tio Jorge, apresentador do Programa Bom Dia Alegria, na Rádio Nova FM 98.5 Tio Jota, apresentador de programa Infantil na Rábio alto Falanto no Alto José do Pinho Miguel, pai da Kea e produtor do Programa Kea e as Crianças Lula Dias, assistente de Produção do Programa Liberdade de Expressão Filipe, câmera da Movimagem Amigo de Tio Jorge Derico Alves na sanfona da Banda Xêro no Cangote Pequeno Melo, Gileno Lima, Derico Alves e Edilson Silva, ainda tem o Bequinho lá atrás, escondidinho, no teclado Derico Alves A sanfona do Derico Criado há seis anos, o grupo faz forró romântico com arranjos modernos.Os xotes de apelo romântico, a sanfona rasgada dos baiões e o flerte com a tradição do maracatu, do coco e da ciranda formam a base sonora da Banda Xero no Cangote. "Nossa pretensão não é de mexer muito no que foi deixado pelos grandes nomes da música nordestina", enfatiza o também diretor musical Derico, destacando que suas músicas preservam a simplicidade dos instrumentos do forró pé-de-serra, mas com uma sonoridade mais ampla. . Seus integrantes conseguiram realizar, viagem à Europa para se apresentar em festivais da Alemanha, Áustria, Itália e Grécia. "Podemos dizer que a experiência ainda é pequena, mas já começamos a ver como podemos colocar nossa música dentro do mercado europeu sem modificar nossas raízes", anima-se Derico. Apesar do sabor junino do repertório, o apelo romântico pode ajudá-lo a sobreviver em qualquer temporada. Pelo menos é nisso que a Banda aposta. "Quem não gosta de um aconchego?", sugere o diretor musical do disco, recheado de versos ingênuos sobre chamego e saudade. O músico e cantor também assina a maioria das canções do álbum, algumas em parceria com outros compositores nordestinos. "Não mexemos nas raízes, porém trabalhamos a tradição colocando, sutilmente, arranjos mais modernos". A Banda participou dos CDs Forrozada e Visão futurística do passado, do grupo Quinteto Violado, dividiu o palco com nomes como Dominguinhos, Lenine e Elba Ramalho e, foi uma das atrações do Bazar Internacional da ONU, em Viena POLÍTICAS PÚBLICAS E PERSPECTIVAS DE FUTURO PARA A JUVENTUDE Para a gravação do Programa Liberdade de Expressão do dia 16 de maio de 2008, foram convidados membros da Secretaria Especial da Juventude, para debater sobre Políticas Públicas e Perspectivas de futuro para a Juventude. Dia 16 de maio de 2008, para gravação do Programa Liberdade de Expressão foram convidados o Marcílio Brandão, consultor de Políticas Públicas do Ministério da Justila e da Secretaria Especial da Juventude do Governo do Estado de Pernambuco, João Luis, assessor especial do Gabinete da Secretaria Especial da Juventude e Félix Aureliano, da Gerencia de Empregos da Secretaria Especial da Juventude. O Governo Federal está trabalhando por uma política de juventude que assegure os direitos dos jovens e Pernambuco está de parabéns por ser o primeiro Estado brasileiro a debater um plano de juventude.
A idéia de juventude foi inventada pela sociedade moderna. Os jovens são sujeitos concretos, que estão próximos ou não desse conceito. Por que é importante dizer isso? Não é que outras sociedades não tenham tido jovens, mas esse momento do ciclo de vida foi tratado de forma diferente. Por exemplo, esse é um período em que se adquire habilidade e competência na escola, no mundo do trabalho. Há cem anos, no Brasil, meninas de treze anos de idade estavam prontas para se casar e ter filhos. Não se utilizava essa idéia de juventude para essas jovens. A juventude é uma concepção histórica, e os jovens vivem essa diferença pela classe social, pela etnia. Segundo a pesquisadora Marília Almeida, é muito difícil afirmar que as políticas públicas são formas de controle social, porque, segundo ela, "não há políticas públicas para juventude. Há ações, programas, uma certa intencionalidade de se criar essas políticas. Porém, muitas pessoas não sabem o que é isso. No entanto, é possível pensar em que linha social é criada uma ação dedicada ao jovem. Do ponto de vista do governo federal, é óbvio que as ações são realizadas para o jovem pobre, morador de periferias urbanas, ou seja, não é qualquer jovem e elas aparecem em uma conjuntura específica", o que de certa forma é injusto, porque o jovem não é apenas aquele que está inserido na periferia. Muitos jovens de classe média estão necessitados dessas políticas e ao que nos parece, essa discriminação classe média/periferia, pode estar formando uma nova onda, que se não for bem analisada, ela pode tomar uma forma inesperada, criando um aparthaid que a sociedade tem lutado tanto tempo para anular. As próprias pesquisas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) falam dos jovens, das galeras, do índice de homicídios e dá a impressão que o que se deseja é controlar o jovem em um determinado espaço todos os dias, todas as manhãs, todas as tardes. A criação da Secretaria Especial da Juventude pelo Governo do Estado de Pernambuco, ao que nos parece, procura fugir dessa visão caótica que se tem dado aos programas socias, uma vez que durante o debate no Programa Liberdade de Expressão, a ideia que foi passada é que a juventude está sendo encarada de uma forma única, sem que haja nenhuma discriminação por classe social ou qualquer outra forma de separação dos jovens. Jovem é jovem, seja ele quem for, de onde venha, o que faça... seja ele branco, preto, amarelo, azul e pelo menos o Estado nos passou essa visão e nós que fazemos o Programa Liberdade de Expressão simplesmente aplaudimos essa forma de encarar o jovem.
Na foto, o Lula Dias, Marcílio Brandão, Miguel Farias, João Luiz, Felix Aureliano e Almir Oliveira De acordo com Marcílio Brandão, o Dialogando foi um processo fundamental para a construção do Plano Estadual de Juventude, que está sendo construído com a participação de diversos atores e será imprescindível para a implementação das demandas apontadas pelos jovens pernambucanos. “A implementação do Plano será importante para alcançarmos uma melhoria no índice de desenvolvimento juvenil" O levantamento das demandas e a construção das propostas contaram com a participação de 900 grupos e organizações de 167 municípios, representando a sociedade civil e órgãos públicos que atuam com jovens. As propostas foram construídas e agrupadas de acordo com as demandas apresentadas, abrangendo as áreas de educação, trabalho, segurança, saúde, participação e transporte. http://www2.juventude.pe.gov.br/web/juventude/exibirartigo?companyId=communis.com.br&articleId=8494 João Luiz foi um dos fundadores da Secretaria Especial da Juventude, uma das mais importantes iniciativas do Governo Eduardo Campos. Participou da implantação da Secretaria, do Orçamento e das Ações que contribuíram para a formatação da Secretaria. Segundo Félix Aureliano, Gerente de Empregos da Secretaria da Juventude e Emprego, todo o processo para criação da secretaria, que envolveu cêrca de 2.500 pessoas, foi uma oportunidade para discutir a realidade de juventude em todos os cantos do estado, e como ela pode ser mudada. Com a realização da Conferência Estadual da Juventude, foram estabelecidos pontos para aperfeiçoamento do Plano Estadual da Juventude, que visa ser um instrumento de referência para que o Estado e a sociedade tenham um guia em matéria de políticas públicas de juventude, buscando articular de forma participativa, coordenada e decidida a nova Política Integral de Juventude do Estado de Pernambuco, para os próximos dez anos. Para isso... todos os atores estão sendo convocados a contribuir para a construção do Plano Estadual de Juventude. Macro Objetivos Impulsionar o desenvolvimento integral e sustentavel da juventude Pernambucana; Garantir a Equidade de Oportunidades e Fomentar a Cultura de Paz; Promover a Cidadania Ativa e a Cultura Juvenil. Os eixos prioritários para ações estratégicas A) Impulsinar a Emancipação dos Jovens Pernambucanos; B) Promover a Equidade de Oportunidades e as Políticas Afirmativas; C) Fomentar a Cultura de Paz e da Não Violência ; D) Fortalecer a Participação Autônoma e Promover a Cidadania Ativa; D) Apoiar a Livre Expressão e o Desenvolvimento da Cultura Juvenil; A – Impulsionar a Emancipação dos Jovens Pernambucanos Universalizar o acesso e melhorar a qualidade da Educação; Incentivar permanentemente a Educação Técnica e Tecnológica e Qualificar para o Mundo do trabalho; Facilitar a inclusão no mundo do trabalho e o acesso ao primeiro emprego; Apoiar as iniciativas individuais e coletivas dos jovens empreendedores e promover a Economia Solidária; Desenvolver mecanismos para facilitar a aquisição de moradia por jovens ; Democratizar o desenvolvimento tecnológico e as novas formas de comunicação; Promover a saúde integral entre jovens; Preservar o meio-ambiente e incentivar o desenvolvimento sustentável; Garantir a mobilidade de estudantes e jovens; Facilitar o acesso aos bens culturais da sociedade; B – Promover a Equidade de Oportunidades e as Políticas Afirmativas Apoiar adolescentes e jovens que cumprem medidas sócio-educativas, assim como os egressos da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC) ; Fortalecer as redes de apoio para jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social; Fortalecer programas de assistência social e saúde para jovens dependentes de álcool e outras drogas; Promover programas de atenção a saúde sexual e reprodutiva de adolescente e jovens; Promover políticas afirmativas para segmentos da população jovem, especificamente: mulheres, afro-descendentes, indígenas, portadores de deficiências, rurais e GLBT. C – Fomentar a Cultura de Paz e da Não Violência Fomentar a cultura de paz e não violência por meio de empoderamento juvenil, participação e esporte; Promover programas de prevenção de violência baseada no gênero e na orientação sexual; Promover programas de prevenção de violência baseada na discriminação racial; Diminuir a violência nas escolas e a violência de rua; Apoiar o diálogo e desenvolver soluções para os conflitos geracionais e pela terra; Prover serviços de assistência aos jovens vulneráveis e expostos à violência e ao crime; Fortalecer o desenvolvimento de políticas integradas e descentralizadas de segurança pública com cidadania. D – Fortalecer a Participação Autônoma e Promover a Cidadania Ativa Promover a cidadania ativa e fortalecer os canais de diálogo e participação dos jovens; Apoiar os processos de organização e formação de redes, promovendo o associativismo juvenil em todos os níveis; Estimular o voluntariado juvenil; Promover e fortalecer espaços de formação. E – Apoiar a Livre Expressão, pelo fomento e difusão da Cultura Juvenil Desenvolver programas de apoio a criatividade e expressão cultural de jovens; Melhorar e ampliar os ambientes e entornos juvenis favoráveis ao desenvolvimento da juventude; Apoiar a produção cultural juvenil; Promover e apoiar a produção científica e tecnológica de jovens; Incentivar a utilização das tecnologias de informação e comunicação entre a juventude; Ampliar oportunidades de uso criativo e prazeroso do tempo livre; Incentivar a prática de Esporte e lazer. Plano Estadual de Juventude Visa ser um instrumento de referência para que o Estado e a sociedade tenham um guia em matéria de políticas públicas de juventude, buscando articular de forma participativa, coordenada e decidida a nova Política Integral de Juventude do Estado de Pernambuco, para os próximos dez anos. Para isso... todos os atores estão sendo convocados a contribuir para a construção do Plano Estadual de Juventude. Macro Objetivos Impulsionar o desenvolvimento integral e sustentavel da juventude Pernambucana; Garantir a Equidade de Oportunidades e Fomentar a Cultura de Paz; Promover a Cidadania Ativa e a Cultura Juvenil. Os eixos prioritários para ações estratégicas A) Impulsinar a Emancipação dos Jovens Pernambucanos; B) Promover a Equidade de Oportunidades e as Políticas Afirmativas; C) Fomentar a Cultura de Paz e da Não Violência ; D) Fortalecer a Participação Autônoma e Promover a Cidadania Ativa; D) Apoiar a Livre Expressão e o Desenvolvimento da Cultura Juvenil; A – Impulsionar a Emancipação dos Jovens Pernambucanos Universalizar o acesso e melhorar a qualidade da Educação; Incentivar permanentemente a Educação Técnica e Tecnológica e Qualificar para o Mundo do trabalho; Facilitar a inclusão no mundo do trabalho e o acesso ao primeiro emprego; Apoiar as iniciativas individuais e coletivas dos jovens empreendedores e promover a Economia Solidária; Desenvolver mecanismos para facilitar a aquisição de moradia por jovens ; Democratizar o desenvolvimento tecnológico e as novas formas de comunicação; Promover a saúde integral entre jovens; Preservar o meio-ambiente e incentivar o desenvolvimento sustentável; Garantir a mobilidade de estudantes e jovens; Facilitar o acesso aos bens culturais da sociedade; B – Promover a Equidade de Oportunidades e as Políticas Afirmativas Apoiar adolescentes e jovens que cumprem medidas sócio-educativas, assim como os egressos da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC) ; Fortalecer as redes de apoio para jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social; Fortalecer programas de assistência social e saúde para jovens dependentes de álcool e outras drogas; Promover programas de atenção a saúde sexual e reprodutiva de adolescente e jovens; Promover políticas afirmativas para segmentos da população jovem, especificamente: mulheres, afro-descendentes, indígenas, portadores de deficiências, rurais e GLBT. C – Fomentar a Cultura de Paz e da Não Violência Fomentar a cultura de paz e não violência por meio de empoderamento juvenil, participação e esporte; Promover programas de prevenção de violência baseada no gênero e na orientação sexual; Promover programas de prevenção de violência baseada na discriminação racial; Diminuir a violência nas escolas e a violência de rua; Apoiar o diálogo e desenvolver soluções para os conflitos geracionais e pela terra; Prover serviços de assistência aos jovens vulneráveis e expostos à violência e ao crime; Fortalecer o desenvolvimento de políticas integradas e descentralizadas de segurança pública com cidadania. D – Fortalecer a Participação Autônoma e Promover a Cidadania Ativa Promover a cidadania ativa e fortalecer os canais de diálogo e participação dos jovens; Apoiar os processos de organização e formação de redes, promovendo o associativismo juvenil em todos os níveis; Estimular o voluntariado juvenil; Promover e fortalecer espaços de formação. E – Apoiar a Livre Expressão, pelo fomento e difusão da Cultura Juvenil Desenvolver programas de apoio a criatividade e expressão cultural de jovens; Melhorar e ampliar os ambientes e entornos juvenis favoráveis ao desenvolvimento da juventude; Apoiar a produção cultural juvenil; Promover e apoiar a produção científica e tecnológica de jovens; Incentivar a utilização das tecnologias de informação e comunicação entre a juventude; Ampliar oportunidades de uso criativo e prazeroso do tempo livre; Incentivar a prática de Esporte e lazer. . Christine Matos Assessora de Imprensa da Secretaria Especial de Juventude Cristine Matos ALMIR OLIVEIRA O VIOLAÕ DO ALMIR Almir de Oliveira fundou o Ave Sangria, grupo pernambucano da década de 70 que foi importante pela sua irreverência e musicalidade à frente de seu tempo. Inicialmente, ele foi formado por Almir, Marco Polo, Ivinho, Agricinho e Rafles. Naquela época de contracultura, o Drugstore Beco do Barato, bar localizado no centro do Recife, antigo TPN (Teatro Popular do Nordeste), era o cenário perfeito para uma juventude que se descobria e contestava o poder político e a moral vigente. Foram batizados de Udigrudi. Mesmo depois do fim do Ave Sangria, e lá se vão mais de 30 anos, Almir nunca deixou a música de lado e na companhia de sua esposa Niedja nos vocais, do neto Caio César, percussionista, além de outros músicos. As composições seguem a linha do rock ‘n’ roll, vício que ele não abandona. Mas Almir também flerta com ritmos como bolero, chorinho e maracatu (mistura, aliás, presente já em sua antiga banda). A irreverência das letras e a ousadia da juventude permanecem. Não é à toa que seu novo trabalho, intitulado “Quem não conhece Lolita, não conhece o Recife”, conta a história de um travesti que escandalizava a cidade nas décadas de 50/60. O cantar de Almir remete ao Beco do Barato, ao Teatro Popular do Nordeste e às noites poéticas quando ainda os artistas se reuniam e se encontravam para falar de música e de arte e de política Tinha gente do Morro da Conceição à Boa Viagem. Pessoas de pouca instrução ou de grande instrução, gente como Paulo Bruscky, Lula Côrtes, Tiago Amorim, Ângela Botelho, Mário Teodósio, Delano, Macira, e todo o pessoal que gostava de arte e que não estava satisfeito com aquela história de repressão. Lula Dias, assistente de produção, que já está dirigindo o programa Ah.... esse é o Malabin. O cara é massa e está fazendo o trabalho de som enquanto o Buga está em Sampa.
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